‘Monumento à Independência’, no Ipiranga, começa a ser restaurado
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‘Monumento à Independência’, no Ipiranga, começa a ser restaurado

Edison Veiga

07 Setembro 2016 | 13h56

Foto: Nilton Fukuda/ Estadão

Foto: Nilton Fukuda/ Estadão

Não é de hoje que frequentadores do Parque da Independência, no entorno do Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, reclamam da deterioração do monumento que abriga, em seu subsolo, a cripta imperial – onde repousam os restos mortais do imperador d. Pedro I e de suas duas mulheres, Leopoldina e Amélia.

Pois nesta Semana da Pátria, finalmente, depois de dois anos de estudos, foi dado o pontapé inicial nas obras de restauro da obra, chamada oficialmente de ‘Monumento à Independência’. Nesta primeira fase, será recuperado o conjunto escultórico de bronze localizado na face frontal do monumento – trata-se reprodução, em baixo relevo, do quadro ‘Independência do Brasil’, de Pedro Américo.

O projeto de restauro foi desenvolvido nos últimos dois anos pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) do município, órgão da Secretaria Municipal de Cultura. O investimento na recuperação do painel é de R$ 1.098.709,23, com recursos do Funcap, um fundo municipal destinado à proteção do patrimônio cultural e ambiental da cidade. O trabalho é coordenado pelo especialista francês Antoine Amarger, responsável pela conservação de obras do Museu Rodin, em parceria com a empresa KSA Fundição Artística.

Foto: Divulgação

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O estudo preparatório, em que se baseiam as obras em execução, também analisou as condições de todas as demais obras do conjunto e ainda a parte estrutural do monumento.

Foto: Divulgação

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Histórico. O ‘Monumento à Independência’ fica no parque homônimo, no Ipiranga, pertinho do Museu Paulista. É obra do artista italiano Ettore Ximenes (1855-1926), e foi escolhido em um concurso que o governo estadual promoveu em 1917.

Inaugurado em 1922 para celebrar o primeiro centenário da emancipação política do Brasil, o Monumento à Independência guarda os restos mortais da imperatriz Leopoldina – desde a construção da cripta, em 1953 –, do imperador d. Pedro I – desde 1972 – e de d. Amélia, segunda mulher do imperador – desde 1984.

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