Kako, o mico-leão-preto
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Kako, o mico-leão-preto

Exemplar de espécie ameaçada de extinção nasce em centro de conservação de São Paulo - na natureza, há apenas 1,4 mil deles

Edison Veiga

27 Janeiro 2016 | 13h52

Foto: Laura Garcia/ Zoológico de São Paulo/ Divulgação

Foto: Laura Garcia/ Zoológico de São Paulo/ Divulgação

Ele nasceu em 11 de novembro – mas o anúncio só veio agora. Batizado de Kako, o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) é o primeiro animal a nascer no Centro de Conservação de Fauna Silvestre do Estado de São Paulo, inaugurado em junho em Araçoiaba da Serra.

Ameaçado de extinção – há apenas 55 exemplares em cativeiro e cerca de 1,4 mil na natureza -, o mico-leão-preto foi declarado, em junho de 2014, Patrimônio Ambiental do Estado. Trata-se de espécie endêmica do Estado.

Em 1905, a espécie foi considerada extinta. Acabou redescoberta em 1970, quando foi estabelecida a primeira colônia ex situ com sete indivíduos do Parque Estadual do Morro do Diabo, no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ). Em 1985, com a construção da hidroelétrica de Rosana, mais oito animais foram resgatados e enviados ao CPRJ e, deste grupo, seis machos e oito fêmeas foram transferidos para a Fundação Parque Zoológico de São Paulo, em 1986.

Diversos estudos realizados nas décadas de 1980 e 1990 indicaram que a espécie estava seriamente comprometida e, em consequência, foi incluída na Lista Nacional das Espécies Brasileiras Ameaçada de Extinção (Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente nº 3, de 27 de maio de 2003) e no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, na categoria “Criticamente em Perigo”.

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