Janelas abertas
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Janelas abertas

Edison Veiga

03 Setembro 2013 | 15h26

FOTO: EVELSON DE FREITAS/ ESTADÃO

O Palácio dos Campos Elísios, na Av. Rio Branco, 1.269, está sem vidros nas janelas desde que o restauro da fachada foi concluído, em 2010. A obra, de cinco anos, custou R$ 5 milhões. O interior do edifício começou a ser recuperado agora, com orçamento de R$ 15 milhões e previsão de término em 18 meses. A ideia da Secretaria de Estado da Cultura é que o palacete abrigue um museu.

Mas a dúvida persiste na cabeça dos mais atentos: cadê os vidros? De acordo com o Governo do Estado, eles não foram instalados porque “estava em aberto o uso definitivo do prédio”. Se fosse se tornar o gabinete do governador, os vidros teriam de ser blindados. O governo garante que a ausência deles não trouxe qualquer consequência para o prédio. E que serão instalados nesta nova etapa.

Projetado pelo arquiteto alemão Matheus Heussler, e erguido originalmente para o exportador de café Elias Antonio Pacheco Chaves, ficou pronto em 1915. Foram utilizados materiais importados da Europa e dos EUA, além de marcenaria e serralheria produzidas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 30 de agosto de 2013

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