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Gosto pela arte

Edison Veiga

22 de outubro de 2010 | 09h56

“Embora tenha estudado em Londres, era na Paris do início do século XX que Armando Alvares Penteado podia usufruir da vanguarda da arte na cidade que era o centro do mundo artístico e intelectual. Na Belle Époque, a arte moderna florescia em bulevares, cafés e exposições como as de Picasso e Matisse, ou nas peças teatrais e filmes estrelados por Sarah Bernhardt. O jovem Armando frequentou a École des Beaux Arts na França e, no Brasil, estudou arquitetura na Escola Politécnica.

Com a morte do pai, Antônio, em 1912, Sílvio assume os negócios da família Penteado e Armando trata de consolidar o patrimônio imobiliário, dividindo-se periodicamente entre São Paulo e Paris. Casado com a francesa Annie, Armando não tem herdeiros. O casal, porém, compartilha do mesmo amor à arte e do sonho d3 construir uma escola de belas artes em São Paulo, e Armando chega a fazer um projeto do que seria o prédio da escola, onde deveriam ser administrados cursos de pintura, escultura, decoração e arquitetura.”

Excerto do livro Memórias Reveladas 1947-2010, organizado por Denise Mattar (Fundação Armando Alvares Penteado, 2010)

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