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Flyboard: equipamento encanta por manobras e adrenalina

Edison Veiga

18 de novembro de 2012 | 10h59

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Quem foi à última edição da São Paulo Boat Show, feira náutica ocorrida do fim de setembro ao começo de outubro na capital paulista, saiu de lá embasbacado com os vídeos exibidos no estande que apresentava o flyboard. Na opinião de quem entende do assunto, desde a invenção do banana boat não surgia algo tão inovador em termos de diversão aquática.

A invenção do piloto de jet ski francês Franky Zapata (leia entrevista com ele) fascina justamente por misturar belas manobras, muita adrenalina e uma pitada do sonho humano de voar. No Brasil, o kit completo para ser ligado ao jet ski – mangueira, dutos, prancha com botas fixadas e par de manetes – custa R$ 30 mil. Na Europa, o produto é vendido a 4 mil. Nos EUA, sai por US$ 10 mil.

Até agora, cerca de 50 unidades foram vendidas no País. Um dos primeiros a usarem o flyboard no litoral paulista foi o empresário Emilio Padron, de 48 anos. “Vi em uma revista náutica e fiquei louco. Disse a mim mesmo: ‘vou ter esse brinquedinho aí’”, conta ele, que mora em São Caetano do Sul e tem apartamento no Guarujá. “Quando mostrei aos amigos, todos quiseram usar também. Até minha filha de 13 anos consegue brincar.”

Apenas seis lojas no Brasil estão autorizadas a vender o produto. Sócio-proprietário da única do Estado de São Paulo, na litorânea Bertioga, o piloto de jet ski Rogerio Tico Luiz dos Santos foi quem mostrou o funcionamento do flyboard à reportagem do Estado – sua loja oferece o passeio como test drive a clientes. “Não tem nenhum perigo”, garante ele. “O único risco seria o praticante cair em cima do jet ski, mas na prática sempre é mantida uma distância segura.”

Uma vez conectado o equipamento à moto aquática, toda a propulsão é transferida para a prancha. O que significa que a direção é dada pelo “flyboardista”. Mas o controle da aceleração continua no manete do jet ski – ou seja, o piloto é responsável por controlar a altura atingida pelo praticante do esporte.

Uma nova versão já foi desenvolvida pelo fabricante transferindo essa aceleração para as mãos do “flyboardista”. Funciona como uma atualização do kit original. Com essa adaptação, para desespero dos fiscais das Capitanias dos Portos, não é necessário ninguém no jet ski – duas semanas atrás, o próprio Zapata esteve em Florianópolis e fez assim uma demonstração próximo à famosa Ponte Hercílio Luz: ele no ar e o jet ski vazio.

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