Monumentos em movimento: 5 estátuas de São Paulo que já saíram do lugar
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Monumentos em movimento: 5 estátuas de São Paulo que já saíram do lugar

Na capital paulista, não é porque se nasce estátua que se está condenado a jamais mudar o endereço

Edison Veiga

31 Março 2015 | 13h31

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1. Quem frequentava o velho Pacaembu nos tempos da concha acústica certamente se lembra da réplica da estátua de Davi, de Michelangelo. Em 1970, quando a arquibancada do tobogã foi construída, concha e estátua saíram de lá. Davi ficou um tempo em frente ao estádio. Quatro anos depois, a peça – que mede 5,5 metros – foi instalada na entrada do então Ceret, na Zona Leste, hoje Parque Anália Franco.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

2. Na última reforma da Praça do Patriarca, concluída em 2002, a estátua de José Bonifácio de Andrade e Silva perdeu seu lugar central, na saída da Galeria Prestes Maia — desde então, fica de costas para o local. O monumento em homenagem ao artífice da independência brasileira havia sido instalado na praça em 1972, durante as comemorações pelos 150 anos do Sete de Setembro histórico. De bronze, a estátua mede 3,5 metros e pesa 3 toneladas.

Foto: Monalisa Lins/ Estadão

Foto: Monalisa Lins/ Estadão

3. Outro caso curioso é o do busto do poeta Álvares de Azevedo. Inaugurado em 1907, com dinheiro arrecadado por alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, acabou instalado na Praça da República. Ficou ali até 2006, quando, durante a Virada Cultural, estudantes a levaram para o Largo São Francisco.

Foto: José Luis da Conceição/ Estadão

Foto: José Luis da Conceição/ Estadão

4. Entre 2005 e 2011, o Monumento à Aldeia de Nossa Senhora dos Pinheiros – na Av. Brigadeiro Faria Lima, pertinho da Estação Faria Lima do Metrô – saiu de cena, por conta das obras no Largo da Batata. O obelisco de 7,5 m de altura passou por uma limpeza e ficou guardado em um galpão da Prefeitura. Só então voltou, tinindo, a ser instalado no local. Assinada pelo escultor paulistano Luiz Morrone, a obra é de 1971. Trata-se de uma coluna de blocos de granito que tem, no topo, um relevo de bronze com figuras de índios, jesuítas e bandeirantes – personagens ligados à história do aldeamento surgido ali em 1560, que daria origem ao bairro de Pinheiros.

5. A escultura em homenagem ao escritor Alceu Amoroso Lima, que hoje fica em frente à biblioteca homônima, foi parar ali em 2006, 16 anos depois que uma obra viária a retirou do ponto original: o cruzamento da Marginal Pinheiros com a Av. João Dias.

Foto: Felipe Rau/ Estadão

Foto: Felipe Rau/ Estadão