Era uma casa
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Era uma casa

Edison Veiga

23 de agosto de 2013 | 00h54

FOTO: PAULO LIEBERT/ ESTADÃO

Você até já deve ter ouvido a expressão “casa bandeirista”. É como são chamadas as residências remanescentes do período colonial. Restam poucas, é verdade – são 38 no total, 12 na cidade de São Paulo, de acordo com o livro ‘Taipa, Canela-Preta e Concreto’ (Editora RG, 317 pág.), de Lia Mayumi. A da foto fica no Itaim Bibi, na R. Iguatemi, 9 (veja abaixo os endereços de outros exemplos paulistanos).

O nome ‘bandeirista’ surgiu nos anos 1950. Antes, esse tipo de construção simples e rudimentar era conhecida como ‘casa velha’ – assim foram chamadas por Mario de Andrade (1893-1945) quando se deparou com várias em suas andanças pelo estado, em 1937, incumbido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de determinar o que merecia ser tombado.

Vinte anos mais tarde, outro poeta, Guilherme de Almeida (1890-1969) cunhou o termo ‘bandeirista’ para glamourizar essas casas no imaginário paulista, associando-as aos desbravadores – mesmo que nenhuma delas tenha pertencido a bandeirantes, vale frisar.

Butantã/Bandeirante:
Pça Monteiro Lobato, s/n

Capão/Regente Feijó:
Av. Regente Feijó, 1295

Caxingui/Sertanista:
Pça Enio Barbato, s/n

Itaim-Bibi:
R. Iguatemi, 9

Jabaquara/Ressaca:
Rua Nadra Raffoul Mokodsi, 3

Mirim:
Av. Dr. Assis Ribeiro, s/n

Morrinhos:
R. Santo Anselmo 102

Piraquara:
Avenida Assis Ribeiro

Santa Luzia:
R. Sóror Angélica 364

Tatuapé:
Rua Guabijú, 49 – Tatuapé

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 23 de agosto de 2013

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