Em extinção
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Em extinção

Edison Veiga

05 Julho 2013 | 12h28

FOTO: SERGIO CASTRO/ ESTADÃO

Com o fechamento do Cine Lumière, no último dia 20, restam apenas cinco cinemas de rua em São Paulo – o Espaço Itaú (com cinco salas), o Reserva Cultural (quatro salas), o Marabá (cinco salas), o Sabesp e o CineSesc.

Administrado pela Playarte, o Lumière – inaugurado em 1950 como Cine Star – fechou pelo mesmo motivo que o Belas Artes, em 2011: o reajuste do aluguel. O fenômeno não é paulistano. Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) mostram que, enquanto as salas de shoppings aumentaram 27% desde 2009, os cinemas de rua caíram 14,6%.

O destino desses imóveis – cujos endereços acabam incorporados à memória afetiva dos antigos Frequentadores – é incerto. Ainda não se sabe o que o proprietário fará com o espaço do Lumière. O Belas Artes, envolvido em uma longa discussão de tombamento patrimonial que acabou protegendo sua fachada, permanece fechado. Outro exemplo é o Cine Joia, fundado em 1952 como cinema de vanguarda japonesa. Quando fechou suas portas, em 1980, abrigou uma igreja pentecostal. Em 2011, resgatou o nome original e reencontrou sua vocação como casa de shows e baladas.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 5 de julho de 2013

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