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Ei, Psiu!

Edison Veiga

07 de outubro de 2010 | 10h00

Em 17 de setembro, este blog inaugurava a seção Webcidadão. De lá para cá, recebi alguns e-mails de leitores, com problemas semelhantes. Vou começar reproduzindo aqui alguns que tratavam da mesma questão – o Psiu, Programa de Silêncio Urbano da Prefeitura de São Paulo. Em breve, apresentarei os casos referentes a outros assuntos.

Edna escreveu o seguinte:
“Bom dia. Estamos passando pela mesma situação que você descreveu em relação a poluição sonora. Já imaginou trabalhar em um local ao lado de uma academia de ginástica e ouvir o dia inteiro as professoras gritando feito loucas (AHA-UHU-AHA-UHU)? A casa onde a academia funciona não instalou proteção acústica adequada e o som vaza direto para nossa empresa. Pior do que isso: a cada exatos 30 segundos ouve-se a seguinte frase: “mude de estação agora” ( a academia funciona com estações de ginástica). Já pedimos para que a dona do local melhore a situação para nós, já reclamamos ao Psiu e nada foi feito. Me recuso a trabalhar de janelas fechadas neste calor, enquanto elas se recusam a colaborar. Pode me dar uma luz? Não sei mais a quem recorrer. Obrigada.”

Lilian Pricola é outra que tem perdido o sono:
“Na frente e ao lado do meu apartamento estão sendo construídos dois apartamentos da construtora Even. O barulho da obra vai até 1 hora da manhã. Liguei para o Psiu e registrei as reclamações. Achei muito estranho quando a teleatendente quis me incentivar a não registrar o chamado, alegando que a carta de reclamacao só chegarah na obra de 3 a 6 meses após o registro. Como a obra vai demorar 3 anos para ser concluída, optei por registrar.
Temos que registrar essas reclamações!!!”

Também há o depoimento de Lisias Barbosa:
“Reclamação feita em maio de 2010 (nº 9234286) e até agora o ruído continua. O endereço constante na ficha como do solicitante é o da fonte de ruídos. Foram várias reclamações e até agora nada. É um bar com música ao vivo que começa às quintas e continua pela sexta, sábado e frequentemente aos domingos. Não temos mais a quem reclamar!”

São alguns exemplos de ineficácia do Psiu – e do sistema de atendimento on-line mantido pela Prefeitura. A propósito, 23 dias após minha reclamação (nº 9481419) ter sido registrada, nem sequer um e-mailzinho me informa sobre o andamento do processo – será que caiu num buraco negro municipal? Pior: se consulto o site, o campo “providências” continua em branco. Pior ainda: o barulho continua, enorme, cruel.

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