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Com nome Nove de Julho, empresas de todos os tipos homenageiam revolução

Edison Veiga

09 Julho 2013 | 00h01

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Hospital, padaria, universidade, barbearia, guincho, rádio, lanchonete. Tudo chamado 9 de Julho. A data imortalizada pela Revolução de 1932 está presente em estabelecimentos comerciais de todo tipo no Estado.

“Sempre gostei de História. Quando estava procurando um nome para a barbearia, ganhei de um amigo um álbum de figurinhas do IV Centenário (da fundação de São Paulo). Aí pensei: por que não usar um nome que tem tudo a ver com São Paulo?”, conta o barbeiro Tiago Cecco, proprietário da descolada Barbearia 9 de Julho – hoje em cinco endereços. Para quem quiser conferir, o álbum faz parte da decoração da unidade mais antiga, na Rua Augusta.

Já o Hospital 9 de Julho tem história mais longa. A instituição se chamava Nossa Senhora da Conceição. Em 1955, a empresa foi comprada por um grupo de médicos que, 11 anos mais tarde, adquiriu um terreno em frente à Avenida 9 de Julho, para expandir o hospital. “Que foi rebatizado para Hospital 9 de Julho, nome que a família controladora já vinha cogitando tanto para homenagear a revolução como por causa da localização”, afirma a Assessoria de Imprensa do hospital. “A instituição faz aniversário no dia em que se lembra a Revolta Constitucionalista de 1932, em 9 de julho.”

Na capital paulista ainda há muitos exemplos. Da Rádio 9 de Julho, emissora católica controlada pela Arquidiocese de São Paulo, à Caroline Nove de Julho, padaria localizada no bairro de São Mateus, zona leste paulistana. Instituição privada de ensino, a Uninove oficialmente se chama Universidade Nove de Julho – a reportagem questionou-a, na última quarta, sobre a razão do nome; via Assessoria de Imprensa, a Uninove afirmou não saber o motivo.

As homenagens à Revolução de 1932 também se espalham pelo interior. Em Sorocaba, há o Guincho 9 de Julho. “Existe há 48 anos e quando foi fundado ficava em outro endereço, a 100 metros de uma praça que se chama 9 de Julho”, conta a proprietária, Mércia da Silva Soares.

Em São José dos Campos, funciona a Padaria 9 de Julho. Catanduva tem a Pastelaria Nove de Julho. Em Porto Feliz, o nome é de uma lanchonete. Cicatriz de um episódio caro à História paulista, a data permanece presente.

Versão ampliada de reportagem publicada originalmente na edição impressa do Estadão, dia 9 de julho de 2013

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