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Cinco chaves para entender a encíclica de Francisco

Ecologia é tema recorrente em seu pontificado

Edison Veiga

23 Junho 2015 | 07h32

Foto: Alessandro Di Meo/ EFE

Foto: Alessandro Di Meo/ EFE


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1. Não à cultura do descarte
O papa sempre pede que se combata o que ele chama de “cultura do descarte”. Em 2013, Francisco alertou para o fato de existirem “homens e mulheres que são sacrificados aos ídolos do lucro e do consumo”. Ele lembra que a importância está no valor intrínseco e na dignidade de todos os seres vivos.

2. Ecologia humana
Em 2013, Francisco falou pela primeira vez sobre o tema, mostrando que os problemas ambientais estão muito ligados à questão social. “Os papas falaram de ecologia humana unicamente ligada à ecologia ambiental. A pessoa humana está em perigo: isto é certo, a pessoa humana hoje está em perigo, aí está a urgência da ecologia humana.”

3. Coragem para agir
Francisco disse estar “desiludido diante da falta de coragem” da comunidade internacional ao não tomar decisões firmes e concretas durante a conferência climática ocorrida em Lima. Em seu pronunciamento tradicional de Ano Novo, ele foi incisivo, afirmando que é “um dever obrigatório que os recursos da Terra sejam utilizados de maneira que todos possam ficar livres da fome”.

4. Diálogos e encontro
“Gostaria que todos nós nos comprometêssemos em respeitar e cuidar da criação, de estar atentos a cada pessoa, de contrastar a cultura do desperdício e do descarte para promover uma cultura da solidariedade e do encontro”, disse o papa em 2013. A expressão “cultura do encontro” é uma das chaves do pontificado de Francisco, que insiste em convocar todos os homens e mulheres a refletir sobre o desperdício, buscando soluções solidárias de partilha.

5. Respeito às criaturas
“Deus age, continua a trabalhar e nós podemos perguntar-nos como devemos responder a esta criação de Deus, que nasceu do amor porque Ele trabalha por amor”, disse Francisco em meditação matutina na Casa de Santa Marta. “Também nós temos a responsabilidade de fazer crescer a criação, de a preservar e fazer crescer segundo as suas leis: nós somos os senhores da criação, não os donos.” Cuidar da criação, respeitando-a, é a leitura que o magistério de Francisco faz da doutrina da Igreja de apresentar o mundo como produto de um Deus criador. “Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”, afirmou Francisco na homilia da missa de inauguração de seu pontificado.

Foto: Vicenzo Pinto/ AFP

Foto: Vicenzo Pinto/ AFP

Leia em português a íntegra da encíclica:

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