Chega a SP jantar só com amigos de branco
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Chega a SP jantar só com amigos de branco

Mania pelo mundo, o Dîner en Blanc de Paris será realizado em dezembro. O local é segredo

Edison Veiga

19 de setembro de 2015 | 16h20

A edição de Nova York. Foto: Divulgação

A edição de Nova York. Foto: Divulgação

No piquenique, a amizade veste branco. Pelo menos para os participantes do Dîner en Blanc, evento que começou em Paris em 1988, espalhou-se por mais de 60 cidades em 20 países e, agora, chega ao Brasil – a primeira edição, em São Paulo, está prevista para ocorrer em dezembro, em data ainda a ser confirmada.

A receita é do francês François Pasquier, de 71 anos. Amigos se encontram ao entardecer em um lugar público, todos vestindo branco. Comem e bebem – são permitidos somente água, suco e vinho – enquanto assistem ao pôr do sol. Celebram a fraternidade. Depois dançam. “É uma experiência única e diferente. Um jantar com cara de piquenique para amigos que querem estar juntos”, define o empresário Fernando Elimelek, que trouxe o Dîner en Blanc para o Brasil.

Em Johannesburgo. Foto: Divulgação

Em Johannesburgo. Foto: Divulgação

Algumas regrinhas e uma certa aura de mistério dão charme ao evento. Primeiro, todo mundo precisa vestir branco da cabeça aos pés. O local da celebração só é revelado no dia – as pessoas vão para um ou mais pontos de encontro e, de lá, ônibus as levam para o endereço onde tudo estará preparado. Geralmente, tudo acontece em um parque público. Outra peculiaridade: só é possível participar do evento após ser convidado por um amigo que já faça parte do grupo. “Ou seja, no dia, todo mundo ali vai ser amigo de alguém que também estará ali, formando uma rede”, comenta Elimelek que, para esta primeira edição, quer que o número de convivas paulistanos se situe entre 500 e 2 mil pessoas.

O burburinho em torno da festa já começou. Vídeo divulgado na última quinta na página oficial do Facebook teve quase 8 mil visualizações em 24 horas. A expectativa dos organizadores é de que a busca por convites de amigos seja grande, tão logo se inicie a adesão, pelo site.

Evento realizado em Montreal, no Canadá. Foto: Divulgação

Evento realizado em Toronto, no Canadá. Foto: Divulgação

Todo mundo é igual. Apesar do formato exclusivista, os organizadores acreditam que a experiência não deve ser nivelada financeiramente. “É um projeto para reforçar o sentimento mais bonito que existe, que é a amizade”, frisa Elimelek. “O fato de todos usarem branco mostra que ali todo mundo é igual.”

Para fazer parte do clube, além de ser necessária a indicação de um amigo, é preciso pagar duas taxas. A primeira, de US$ 8, é uma anuidade, que vale para qualquer edição ao redor do globo – de Barcelona a Johannesburgo, de Nova York a Tóquio. A outra, referente à participação específica, é fixada em US$ 37. “Este valor também é igual em qualquer uma das edições do mundo”, explica o empresário. De acordo com os organizadores, é com esse dinheiro que a logística e a estrutura básica do jantar são montadas. No grande dia, os comes e bebes, como em qualquer bom piquenique, podem ser trazidos de casa. Mas também há a opção de comprar pacotes previamente pelo site do evento – no dia da festa, nada pode ser comercializado. “Ainda estamos definindo as opções para o evento aqui de São Paulo, mas a ideia é termos para todos os gostos, desde uma cesta de piquenique até um cardápio elaborado por chef de cozinha conhecido”, conta Elimelek.

Edição canadense. Foto: Divulgação

Edição ocorrida em Melbourne, na Austrália. Foto: Divulgação

Se depender do otimismo dos organizadores, a primeira edição brasileira será um piloto por dois motivos: espera-se que as posteriores juntem mais gente; e outras capitais também devem ter as suas versões.

Na Costa do Marfim. Foto: Divulgação

Na Costa do Marfim. Foto: Divulgação

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