Que tal um cafezinho?
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Que tal um cafezinho?

Seis goles de curiosidades pelo Dia Mundial do Café

Edison Veiga

14 Abril 2016 | 05h30

Nesta quinta, 14 de abril, comemora-se o Dia Mundial do Café, a segunda bebida mais ingerida em todo o planeta – só perde, é óbvio, para a água. Então, enquanto começa o dia com sua xicarazinha aí, que tal uns goles de curiosidades cheias de cafeína?

Foto: Werther Santana/ Estadão

Foto: Werther Santana/ Estadão

1. Protagonista de um passado não tão remoto assim, o café ajuda a entender por que São Paulo se tornou símbolo de pujança econômica. Um dos marcos desses primórdios na capital paulista está próximo ao Largo São Francisco. Tendo como clientela assídua os estudantes da Faculdade de Direito, uma quituteira negra chamada Maria Punga criou, na varanda de sua casa, a primeira cafeteria de São Paulo – o imóvel não existe mais.

2. Alguns dos mais antigos edifícios da região central de São Paulo homenageiam o café – foram erguidos, é claro, com o dinheiro ganho com a cafeicultura. É o caso do Guinle, projeto por Hyppolito Gustavo Pujol Júnior. Com 36 metros de altura e sete andares, ficou pronto em 1913 – na época, era o maior prédio de São Paulo. Em adornos decorativos no prédio, o café está presente, marcado por ramos e folhagens. O mesmo acontece na sede do Centro Cultural Banco do Brasil – onde funcionou a primeira agência paulistana da instituição bancária homônima.

3. No Largo do Café, funcionava uma bolsa informal do café, com pregões e negociação.

4. A Estação da Luz foi erguida como consequência direta da produção cafeeira. Isso porque, na época, havia um problema de escoamento da produção, boa parte sendo transportada por meio de carros de bois ou de burros. A partir de 1867, com a inauguração dessa linha de ferro, não só o produto passou a ser mais facilmente levado até o Porto de Santos como também os imigrantes que vinham para trabalhar nas fazendas chegavam ao Planalto Paulista de trem.

5. Em uma área de 10 mil metros quadrados na Vila Mariana, a menos de 10 minutos da Avenida Paulista, está o cafezal urbano de São Paulo. São 1,5 mil pés de café e uma produção anual de cerca de 500 quilos – distribuídos a entidades assistenciais cadastradas pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. A plantação é mantida pelo Instituto Biológico. A história dessa minifazenda urbana de café remonta à primeira metade do século passado. Em 1924, uma praga devastou os cafezais do Estado, causando muita preocupação, já que se tratava do principal produto da economia paulista da época. A tragédia motivou a criação, três anos mais tarde, de um órgão para realizar pesquisas científicas relacionadas ao tema. Nascia aí o Instituto Biológico. Nos primeiros anos, a instituição funcionava em seis prédios adaptados e distantes uns dos outros. Em 1945, quando a sede atual ficou pronta, foi iniciado o cafezal – que, naquele momento, servia para pesquisas. Atualmente, essa lavoura urbana tem função didática, pedagógica e cultural: serve para que os paulistanos possam conhecer o cultivo daquele que já foi o motor da economia do Estado. Desde 2006, sempre em maio, o Instituto realiza o início simbólico da colheita do café paulista.

6. Algumas empresas estão aproveitando a data para promoções. A Nespresso, famosa marca de cafés em cápsulas, oferece 10% de desconto em xícaras vendidas pelo site. Já na rede Le Pain Quotidien, que conta com cinco unidades em São Paulo, o cafezinho é servido de graça aos clientes hoje. Na cidade de Campinas, uma ação diferente: um grupo de 17 estabelecimentos do bairro de Cambuí decidiu juntar duas comemorações em uma só promoção. Por causa do Dia do Café (14) e do Dia do Amigo (18), ao longo de um mês é possível tomar um café pago por alguém e/ou deixar pago outro para a pessoa seguinte em um dos pontos participantes.

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