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Bonde, um debate

Edison Veiga

04 Janeiro 2011 | 12h06

O post de ontem suscitou um interessante debate nos comentários do blog. Reproduzo aqui a opinião dos internautas e peço a sua também.

“Além de nostalgia para os da época, a ausência dos bondes causa indignação. Nas boas cidades do mundo eles existem até hoje com nova roupagem, novo desenho e tecnologia. São os VLTs – Veículo Leve sobre Trilhos. Dotados de ar-condicionado e conforto, substituem com vantagem os velhos, poluentes e barulhentos ônibus. Poderiam circular em São Paulo no centro da cidade em meio aos carros sem qualquer problema, tal como na europa.

Existem estudos para implantação do VLT em Brasília, Santos e Natal, além do Rio. São Paulo mais uma vez vai perder o bonde da história. Literalmente.” (Por “Trilho”)

“Os ‘street car’, como eram chamados antigamente, seriam a solução para o transporte coletivo nos dias atuais que nos livrariam de fumaças do diesel; evidentemente que não haveria a necessidade de implantação de trilhos como no passado, mas circulariam em pistas privativas como foram pretendidas no trajeto entre o Jabaquara à São Mateus passando por Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André, digo pretendida porque a pista originalmente privativa para os ônibus passaram a compartilhar o espaço com veículos de ’emergências’.

Numa versão mais moderna, os ‘people’s mover’ poderiam oferecer o conforto de ar refrigerado para o verão e aquecimento no inverno, sistemas wi-fi de acesso a internet, supensão que nada lembre os atuais ônibus que são verdadeiros caminhões adaptados e principalmente, grande frequência entre um veículo e outro.

Se em alguns países da Europa seus habitantes fazem uso de bicicletas como meio de transporte, nas principais cidades brasileiras seu uso chega a ser impraticável em função de forte inclinação das ruas.

Os modelitos dos veículos da reportagem podem ser antiquados, entretanto, o conceito de transporte de massa é perfeitamente atual. Se no passado os bondes tinham a velocidade de 20km/h, hoje nos horários de pico os automotores não se deslocam em velocidade superior.” (Por Tetsuo Shimura)

“Há uma vantagem irrefutável do transporte sobre trilhos em relação aos pneus, Tetsuo Shimura, além do rodar suave: ausência total de trepidação. Nem os modernos onibus com câmbio automático eliminaram o problema dos trancos e das freadas. Outra vantagem é que os trilhos obrigam que o veículo estacione a poucos centímetros da plataforma permitindo o embarque ou desembarque de idosos e crianças em segurança, tal como no metrô. Isso é impraticável para um ônibus, cuja manobra depende da perícia do condutor. O corredor Jabaquara-São Mateus seria ótimo para implantação de um sistema experimental de VLT. A rede elétrica já foi instalada, faltando apenas receber os trilhos e os veículos.

Já o moderno monorail – ou monotrilho – é dotado de sistema sobre pneus em vez das tradicionais rodas de ferro. Porém, o encaixe dos pneus nos trilhos funciona como se o veículo deslizasse flutuando sobre coxins, eliminando as trepidações. Existem estudos para implantação de um monotrilho ligando o aeroporto de Congonhas ao Morumbi, com vistas à copa de 2014. Ficará pronto a tempo?” (Por Rogerio)