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Blitz nos orelhões da Av. Paulista

Edison Veiga

18 de agosto de 2011 | 05h32

ALÔ!?

Você costuma usar orelhão? Em seus quase 3 km de extensão, a Avenida Paulista tem 80 telefones públicos. Na tarde da última terça-feira, a coluna testou todos: 13 deles não estavam funcionando – pouco mais de 16%. E 55 deles – quase 70% – ostentavam adesivos “publicitários”, digamos assim: na maioria, oferecendo serviços de prostituição, mas havia um sebo que dizia comprar livros usados e até propaganda de uma banda musical desconhecida. De acordo com uma etiqueta verde-limão fixada pela operadora nos aparelhos, todos tinham sido higienizados pela última vez no dia 26 de julho.

E, em um tempo em que praticamente todo mundo tem celular, quem são os fregueses dos orelhões? Durante as duas horas que a reportagem levou para fazer esse raio X na Paulista, foram flagrados três usuários: um rapaz engravatado que afirmou ter esquecido seu celular em casa, uma moça que disse não possuir créditos em seu aparelho pré-pago para ligar para ninguém e uma senhora que jurou “seu moço, que não tenho celular, não; mas olha só, agora não dá para conversar com você porque estou no telefone com minha cunhada”.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 8 de agosto de 2011

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