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Bicicletário da Casa das Rosas

Edison Veiga

15 Julho 2011 | 03h42

No dia 1º, na rádio Estadão ESPN, falei sobre o bicicletário há pouco inaugurado na Casa das Rosas. Por algum problema técnico, o áudio não foi disponibilizado no site da emissora. Eis, em linhas gerais, o que foi conversado (para quem perdeu):

“Há tempos São Paulo tenta ser amiga dos ciclistas. Tudo bem que, se compararmos com cidades europeias, por exemplos, a nossa realidade ainda é muito distante: temos pouquíssimas e precárias ciclovias. Aliás, se todos os planos e promessas de ciclovias feitos nos últimos anos fossem somados, São Paulo deveria terminar o ano que vem com 522 km de vias e faixas exclusivas para as bikes – uma infraestrutura bem decented. Até agora, porém, a cidade possui apenas 35,7 km de ciclovias, o que representa apenas 6% de tudo o que foi planejado para aumentar a segurança dos ciclistas da capital.

Mas nem só ciclovias são necessárias. Vou dar um exemplo: quem anda de bicicleta reclama de falta de respeito no trânsito – infelizmente, temos casos recentes de gente que foi morta em atropelamentos por conta disso –, da falta de ciclovias ou mesmo da falta de conservação dessas ciclovias. Mas há ainda um outro probleminha: onde parar a bike? Falamos, claro, de um lugar seguro e acessível. Por isso temos, em alguns pontos e empresas da cidade, o aumento do número de bicicletários, verdadeiros estacionamentos de bicicletas.

O exemplo mais recente é ótimo para quem gosta de literatura e poesia. Desde o segundo domingo de maio, um bicicletário está funcoinando na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, ali no comecinho da Avenida Paulista. São 14 vagas e o bicicletário fica ao lado do já famoso café da Casa das Rosas. A ideia parece ter pegado: a cada fim de semana, cerca de 30 ciclistas estão utilizando o espaço, de acordo com a administração da Casa das Rosas. Não é permitido entrar pedalando nos jardins da Casa. Os ciclistas precisam entrar pela lateral, empurrando.

O bicicletário da Casa das Rosas foi viabilizado graças a uma parceria com uma empresa do ramo de ciclismo.”