Bibliotecas alternativas
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Bibliotecas alternativas

Edison Veiga

09 de janeiro de 2014 | 18h07

FOTO: FELIPE RAU/ ESTADÃO

Literatura na cesta básica é a ideia da companhia teatral Circo de Trapo, que atua na região de Itaquera, zona leste. O projeto, idealizado por Marco Antonio Ponce, começou com livros de sua filha, que eram levados para a feira, onde o grupo lia para as pessoas. “Aos poucos, elas começaram a deixar os filhos com a gente, enquanto faziam feira.” Desde 2009, o projeto ocorre na feira do Jardim Santa Maria, a cada 15 dias.

No bairro de Colônia, extremo sul do Município, um grupo de 12 jovens de 14 a 24 anos lutou contra tudo e contra todos para implementar uma biblioteca comunitária, a Caminhos da Leitura, que funciona há três anos. “No começo, colocamos os livros em uma salinha emprestada pela UBS (Unidade Básica de Saúde) de Colônia. Quando estávamos para inaugurar a biblioteca, vieram nos dizer que não poderíamos, porque ali não tinha espaço…”, lembra Rafael Simões, um dos idealizadores.

Quem salvou o grupo do despejo foi a administração do Cemitério da Associação dos Protestantes, conhecido como “cemitério alemão”. “Eles disseram que havia a antiga casa do caseiro do cemitério, vazia, e poderíamos ocupá-la”, diz. Nasceu a biblioteca do cemitério, hoje com mais de 3 mil livros.

Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 2 de dezembro de 2013

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.