Barriga cheia
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Barriga cheia

Edison Veiga

11 Maio 2014 | 00h13

FOTO: ACERVO ESTADÃO

Entre 1948 e 1952, o ‘Monumento ao Duque de Caxias’ – aquela escultura de bronze, que fica na Praça Princesa Isabel – era fundido nas oficinas do Liceu de Artes e Ofícios. Adhemar de Barros (1901-1969), então governador de São Paulo, resolveu comemorar o estágio da obra com uma ideia inusitada: chamou as autoridades para um almoço dentro da barriga do cavalo – ainda sem a parte da cima.

A proposta de instalar em São Paulo uma escultura em homenagem a Duque de Caxias, como ficou conhecido o militar e estadista Luís Alves de Lima e Silva (1803-1880), partiu de um grupo batizado de ‘Comissão Pró-Monumento a Caxias’. Em 1942, o escultor Victor Brecheret (1894-1955) foi contratado para a empreitada. Pelo plano original, a escultura seria colocada no Largo do Paiçandu. Mas o projeto acabou transferido para a Praça Princesa Isabel. O monumento tem mais de 40 metros de altura – quase 16 de estátua e cerca de 25 de pedestal.

Brecheret entregou os modelos à Prefeitura em 1945. Problemas administrativos e falta de dinheiro atrasaram os trabalhos. E o monumento só foi inaugurado em 25 de agosto de 1960, cinco anos após a morte de Brecheret.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 8 de maio de 2014

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