Aos 95 anos, morre Seu Luiz, o famoso garçom do Bar Leo
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Aos 95 anos, morre Seu Luiz, o famoso garçom do Bar Leo

Calcula-se que ele tenha serviço mais de meio milhão de chopes

Edison Veiga

10 Fevereiro 2017 | 19h25

Foto: Jonne Roriz/ Estadão

Foto: Jonne Roriz/ Estadão

Morreu na tarde de quinta (9), aos 95, o garçom Luiz de Oliveira. Durante 55 anos ele trabalhou no Bar Leo, no centro da cidade. Ao longo de sua carreira, serviu personalidades como o cantor Sílvio Caldas, o presidente Jânio Quadros e o jornalista Vladimir Herzog.

Nos anos 1990, ele chegou a se aposentar da labuta. Acabou voltando atrás cerca de seis meses depois, depois de negociar um benefício com os patrões: um táxi para buscá-lo diariamente de casa para o trabalho – e levá-lo de volta ao fim do expediente. Ele morava na Pompeia.

Antes do Bar Léo, Seu Luiz trabalhou na lanchonete Salada Paulista, que funcionava na Avenida Ipiranga. Ali ele serviu o ícone da esquerda Che Guevara, quando este visitou o Brasil em 1961.

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o Bar Leo frisou que ele “foi o garçom mais antigo da capital e atendeu importantes personalidades”. “Serviu mais de meio milhão de chopes em sua vida e se recusava a trazer a versão sem colarinho (assim como o famoso canapé da casa sem mostarda)”, ressaltou o comunicado. “O Bar Leo agradece imensamente pelo profissionalismo, dedicação, lealdade, competência e sensibilidade.”

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