Antigo Hospital Matarazzo começa sua transformação
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Antigo Hospital Matarazzo começa sua transformação

No local, haverá complexo com hotel de luxo, residências, centro cultural e espaço para lojas e restaurantes

Edison Veiga

08 Abril 2016 | 03h00

Foto: Sergio Castro/ Estadão

Foto: Sergio Castro/ Estadão


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O complexo onde funcionou de 1904 a 1993 o Hospital Umberto Primo – ou Hospital Matarazzo –, na Bela Vista, região central de São Paulo, já tem data anunciada para voltar a funcionar: 2018. Não mais como centro de saúde, mas sim como um local que vai reunir hotel de luxo, residências, conjunto comercial, restaurantes e espaços de criação e exposição artística.

No início da tarde de quinta (7), o premiado arquiteto francês Jean Nouvel participou do lançamento da pedra inaugural de uma das torres do complexo. Batizada de Rosewood, será um “edifício-paisagem” com 151 quartos de hóspede e 122 suítes residenciais, dois restaurantes, um bar e um lounge.

A primeira obra assinada por Nouvel – ganhador do prêmio Pritzker em 2008 – no País deve complementar o conjunto de construções históricas remanescentes do projeto original. “Aqui haverá um choque das culturas de uma arquitetura inicial, feita no século 20, que é ponto de partida para outra, esta arquitetura do século 21”, diz o francês. “Patrimônio histórico deve ser preservado e respeitado. A partir dele, a cidade pode progredir.” Rosewood, no caso, será uma construção nova em meio ao conjunto remanescente do hospital, erguido sob o comando do magnata italiano Francesco Matarazzo (1854-1937), sob o slogan: “a saúde dos ricos para os pobres”.

Com cerca de 200 projetos executados ao longo de sua carreira, Nouvel tem no currículo obras emblemáticas como o Instituto do Mundo Árabe, de Paris, a filial do Museu do Louvre em Abu Dabi e as galerias Lafayette de Berlim. Na quinta, ele estava acompanhado pelo empresário Alexandre Allard, presidente do grupo que, em 2011, adquiriu o terreno de 27 mil metros quadrados com a promessa de revitalizar o local.

A empresa pretende investir R$ 1 bilhão do empreendimento, a maior obra privada de recuperação de um patrimônio histórico em andamento na cidade – o antigo hospital é tombado pelo Condephaat e pelo Conpresp, respectivamente os órgãos estadual e municipal de proteção ao patrimônio. “Trata-se de uma arquitetura fascista (o conjunto remanescente), que ao mesmo tempo sintetiza a crença que Francesco Matarazzo tinha no País. Então, tem toda essa energia, essa beleza”, resume Allard. “A gente confronta, mas não destrói. A ideia é prolongar o que existia para fazer renascer a história.”

As imagens a seguir mostram simulação de como ficará a torre de Nouvel:

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Pelo cronograma da empresa, a primeira construção a ser inaugurada, em 2018, será justamente a torre projetada por Nouvel. O restante do complexo, a partir do restauro dos remanescentes históricos, deve ser aberto gradualmente até 2020. A responsabilidade, neste caso, é do escritório de arquitetura brasileiro Triptyque. O projeto está previsto para ser divulgado em junho.

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