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A passarela do samba

Edison Veiga

07 de março de 2011 | 12h02

FOTO: ERNESTO RODRIGUES/AE

“Era na Avenida São João e no Vale do Anhangabaú que aconteciam os desfiles das escolas de samba e blocos carnavalescos da cidade de São Paulo. Eles eram patrocinados, dependendo das condições econômicas do momento, por jornais, emissoras de rádio e TV, clubes de lojistas de bairros e outras entidades. No entanto, a partir de 1968, eles passaram a contar com a promoção da Secretaria de Turismo e Fomento da Prefeitura de São Paulo.

Esse incentivo dos poderes públicos permitiu que as escolas de samba crescessem a cada ano. Assim, em 1977, os desfiles passaram a ser realizados na Avenida Tiradentes com a coordenação da Paulistur – Empresa Paulista de Turismo.
(…)

Em 1990, durante a administração da prefeitura Luiza Erundina, os sambistas conseguiram a oficialização dos desfiles e dos eventos carnavalescos, graças à promulgação da Lei nº 10.831.

Nessa época estava sendo planejada a construção do Polo de Arte e Cultura da Cidade de São Paulo, ou a “Passarela do Samba”. Tratava-se de um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, concebido para abrigar com maior comodidade e infraestrutura os desfiles carnavalescos da cidade. (…)

No dia 1º de fevereiro de 1991, a prefeitura Luiza Erundina inaugurou o sambódromo. Existia apenas a pista, mas os sambistas, envaidecidos por ganharem o seu sonhado espaço, desfilaram por ela pela primeira vez.”

Excerto do livro Samba em Evolução na Cidade de São Paulo, de Maria Apparecida Urbano (Plêiade, 2005)

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