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A memória que fica no chão

Edison Veiga

14 de setembro de 2011 | 03h12

JÁ REPAROU NISSO?
FOTO: THIAGO TEIXEIRA/ AE

Elas não têm uma carga simbólica tão grande quanto o acrônimo SPQR – iniciais da expressão latina Senatus Populusque Romanus, ou “O Senado e O Povo Romano” -, comum no chão das ruas de Roma. Mas trazem lembranças de uma São Paulo que não existe mais. Light, Companhia Telefônica Brasileira (CTB), Telecomunicações de São Paulo (Telesp)…

As empresas deixaram de operar há muitos anos, mas sua memória, como se fossem pegadas ou pistas deixadas pelo tempo, está espalhada pelas ruas e avenidas paulistanas graças às tampas metálicas (como a que aparece na foto acima). Não é difícil se deparar com uma delas – basta caminhar atentamente.

Dessas empresas, a última que deixou de existir foi justamente a Telesp, privatizada em 1998. Levou junto outra marca visual característica: os chamativos orelhões alaranjados – será que ainda resta algum, perdido na insólita malha urbana paulistana? Eles são do tempo – que nem faz tanto assim – em que se telefonava com fichas.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 25 de julho de 2011

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