“A casa estava pequena para tanta tranqueira”
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“A casa estava pequena para tanta tranqueira”

O empresário e bon vivant Chiquinho Scarpa abriu sua casa, nos Jardins, para um 'família vende tudo'

Edison Veiga

30 Novembro 2015 | 17h26

Foto: Marina Malheiros/ Estadão

Foto: Marina Malheiros/ Estadão


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São 2,3 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 4 mil metros quadrados no Jardim América, região nobre de São Paulo – eis a mansão onde mora o empresário e bon vivant Chiquinho Scarpa desde que nasceu, há 64 anos. Mas ele atribui à falta de espaço, e não a qualquer “ajuste financeiro”, o fato de ter promovido, juntamente com suas duas irmãs, um saldão no estilo “família vende tudo” na semana passada.

“Eu não estou passando por dificuldades financeiras, crise nenhuma. Não devo nada a ninguém e nunca precisei entrar em um banco”, diz Chiquinho. “E mais: também não tenho maracutaia com governo, com nada.” O problema, segundo ele, é que não aguentava mais “esbarrar o pé” na mesa, no piano, em “toda a entulhação das coisas”. “Além disso, toda vez que dou uma festa em casa, como anteontem, preciso retirar as coisas e colocar segurança em todos os cômodos, para ninguém roubar nada. Agora, pelo menos, tem menos coisas para roubar”, comenta. (E ficamos aqui só pensando que tipo de convidado é esse que afana objetos pessoais do anfitrião…)

Chiquinho afirma que ainda não tem um balanço de quanto foi vendido e arrecadado com a ação. “Só terei números lá por quarta-feira”, desconversa, sem confirmar nem desmentir a informação aventada de que a família pretendia arrecadar cerca de R$ 2 milhões com os itens. “Antes, pensei em doar tudo para instituições que costumo ajudar. Mas 70% dos objetos que mandei, voltaram. Nada servia: os lençóis eram muito grandes, as toalhas muito felpudas, as panelas de tamanhos incompatíveis”, explica.

Sobre os itens, ele diz que a maior parte era coisa acumulada sem critério nem muito sentido. “Por exemplo, toda vez que minha mãe recebia uma flor de presente, ela mandava guardar o vaso. Resultado: tínhamos em um quarto 231 vasos de flor. Ferros de passar, eram oito. E as roupas dos empregados? Houve um tempo em que eram 24 funcionários aqui, hoje são oito”, enumera.

E o piano, que tantas vezes foi esbarrado por seu pé? “Esse ninguém ia querer comprar. Dei para meu sobrinho, que é o único da família que toca”, conta.

Chiquinho diz que qualquer convidado à sua casa não vai nem notar a diferença, que tudo está como antes, mas com mais espaço. “E na quinta mesmo vem aqui o decorador para reorganizar tudo”, frisa. Mas a mansão, ela também, está à venda – e já tem um ano e meio. “Estou construindo outra aqui perto, no Jardim Europa. Por esta, estou pedindo R$ 80 milhões. Mas tem de ser à vista, sem choro nem vela”, apregoa.