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A capela do Volpi

Edison Veiga

16 de agosto de 2011 | 19h01

FOTO: VALERIA GONÇALVEZ/ AE

A Capela Cristo Operário, no bairro do Ipiranga, foi tema de minha coluna na rádio Estadão ESPN em 22 de julho. Por problemas técnicos, o áudio não foi disponibilizado. Em linhas gerais, a conversa foi a seguinte:

“Esta é uma história ótima que envolve o famoso artista plástico Alfredo Volpi e os frades dominicanos que vivem em São Paulo. Pois é, Volpi, mais conhecido por aqueles quadros com bandeirinhas, deixou uma obra religiosa que hoje é patrimônio de São Paulo.

A história é a seguinte: Volpi, que nasceu em Lucca, na Itália, em 1893, mas se mudou muito jovem para o Brasil e é considerado um dos maiores nomes da segunda fase do modernismo, era amigo pessoal dos frades dominicanos que administravam a Capela Cristo Operário, no Ipiranga. Nos anos 50, ele se ofereceu para decorar o lugar. Fez dois painéis, quatro vitrais e o mural Cristo Operário, que fica ao fundo do altar. A capela ainda tem trabalhos de outros oito artistas brasileiros. O famoso paisagista Burle Marx, por exemplo, assina os jardins do entorno da capela.

Entre 2005 e 2007, as obras de Volpi dali foram restauradas. Voltaram a ter as cores fortes originais – antes elas andavam cobertas por riscos e sujeira, a ação do tempo, mesmo.”

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