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A cadeira do arquiteto

Edison Veiga

22 de agosto de 2011 | 05h51

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FOTO: DIVULGAÇÃO

Em 1948, o arquiteto paulista Oswaldo Bratke (1907-1997) projetou a cadeira da foto acima, inspirado em viagens que fez à região amazônica. De estrutura simples, a peça foi apresentada no Brasil e no exterior, mas jamais entrou em escala de produção. Até agora.

Para comemorar o que seria o 104.º aniversário do arquiteto, uma marca de móveis está lançando o produto – em uma limitadíssima tiragem de 104 exemplares, alusivos aos anos que Bratke faria, se fosse vivo.

No evento de lançamento – fechado para convidados e marcado para a próxima quarta –, o pianista Marcelo Bratke, neto do arquiteto, tocará Bach, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Tom Jobim. Em vez do tradicional banquinho, ele se sentará em uma das cadeiras especiais.

A partir do dia seguinte (dia 25) até 30 de setembro, uma exposição em homenagem ao arquiteto ficará em cartaz na sede da empresa de móveis (Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1.834, Jardim Paulistano. Telefone: 11 3064-1266).

Nascido em Botucatu, no interior do Estado, Oswaldo Bratke é um dos principais nomes da arquitetura brasileira do século 20. Na capital paulista, são de sua lavra, entre outras obras, a sede da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano – concebida originalmente como residência do casal Americano – e o Viaduto Boa Vista, no centro da cidade. Na década de 1950, ele presidiu o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) por duas gestões.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 22 de agosto de 2011

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