25 de Março, a rua
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25 de Março, a rua

Edison Veiga

25 Março 2017 | 10h12

Foto: Hélvio Romero/ Estadão

Foto: Hélvio Romero/ Estadão

É a rua do comércio popular de São Paulo. Lota todo dia, lota mais ainda aos fins de semana, lota muito mais em dezembro, lota desafiando as leis da Física às vésperas do Natal. Seu nome tem razões cívicas: o logradouro foi assim batizado em referência do dia do Juramento da Primeira Constituição do Brasil Independência, promulgada por d. Pedro I em 25 de março de 1824.

O nome foi oficializado em 28 de novembro de 1865 – proposta do então vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra. Antes, o local já foi chamado de maneiras mais prosaicas. No século 18 era Beco das Sete Voltas – tempos orgânicos em que o Rio Tamanduateí ainda ostentava, feliz, suas sinuosidades. Mais tarde, a via atendia pela alcunha de Rua de Baixo – a óbvia referência: fica na parte de baixo da colina do Pátio do Colégio, o local de nascimento de São Paulo.

O Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo realizou uma pesquisa de campo para identificar o perfil do frequentador da muvucada região. Foram entrevistadas 1,4 mil pessoas. As mulheres são a maioria (67% do público). Na maior parte, 24,4%, o público está na faixa dos 30 aos 39 anos – em seguida aparecem 25 a 29 anos (19,1%), 18 a 24 anos (17,6%) e 40 a 49 anos (17,5%).

São pessoas não muito escolarizadas. A maior parte delas, 37,8%, tem apenas o ensino médio completo. Pós-graduação é luxo: apenas 2,4% ostentam o grau. Em tempos de ameaças governamentais às leis trabalhistas, a carteira assinada ainda predomina entre os frequentadores: 45,7% são assalariados com registro, 15,8% são autônomos e 12,6 são assalariados informais. Desempregados são 6,5%. Três em cada quatro pessoas que vão à 25 de Março estão lá para compras pessoais. Para passeio turístico, são 3,34%.

Os oito itens mais procurados no comércio popular da via são:

1) Bijuterias: 22,1%
2) Vestuário: 16,6%
3) Artigos para festas: 16,2%
4) Eletrônicos: 12%
5) Cama, mesa e banho: 8,3%
6) Brinquedos: 7,9%
7) Utilidades domésticas: 5,3%
8) Fantasias: 3,8%

Em média, os visitantes da região gastam R$ 330 cada um. Quase 30% são assíduos, vão até lá pelo menos uma vez por mês; apenas 5% disseram estar ali pela primeira vez. Os dados completos podem ser conferidos neste site.

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