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Fechado, Monumento à Independência não tem data para reabrir

Edison Veiga

04 Novembro 2011 | 00h01

Patrimônio localizado no Ipiranga recebeu 57 mil visitantes neste ano e está interditado há 1 mês para reparos hidráulicos
FOTO: JULIANA ARAÚJO/ AE

O Monumento à Independência, inaugurado em 1922 para celebrar o primeiro centenário da Independência do Brasil e desde 2000 aberto à visitação, está fechado ao público há cerca de um mês. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, a interdição temporária deve-se a obras hidráulicas.

É no interior do Monumento, que fica no Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, que estão os restos mortais da imperatriz Leopoldina – desde a construção da cripta, em 1953 –, do imperador d. Pedro I – desde 1972 – e de Dona Amélia, segunda mulher do imperador – desde 1984. A imperatriz morreu no Brasil, em 1826. O imperador e sua segunda mulher, em Portugal: ele em 1834; ela, em 1873. Localizado na frente do Museu Paulista, o Monumento é obra do artista italiano Ettore Ximenes (1855-1926), e foi escolhido em um concurso que o governo estadual promoveu em 1917.

A visitação pública ao local foi aberta somente há 11 anos, quando, após reforma e restauro do Monumento, construiu-se ali um espaço para receber os interessados. De janeiro a setembro, foram 57.291 visitantes. Gratuito, o acesso ocorria de terça a domingo, das 9h às 17h.

Obras. De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, o Monumento está fechado “por prazo indeterminado” por causa da “necessidade de avaliar com profundidade a necessidade de reparos”. Portanto, até que a avaliação seja concluída, a Secretaria prefere, segundo sua Assessoria de Imprensa, não se posicionar quanto à data de reabertura ao público. Para desempenhar o serviço, foi designada a empresa Prisma Engenharia, que já presta serviços para o Departamento do Patrimônio Histórico, órgão vinculado à Secretaria e que responde pela administração do Monumento.

Entre 1.º de outubro de 2011 e 30 de setembro de 2012, a empresa receberá R$ 662.184,24 para realizar a manutenção de todos os prédios administrados pelo departamento, conforme informou, em nota, a Secretaria de Cultura.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, dia 4 de novembro de 2011

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