Vereadores aprovam reajuste de 10% para 20 mil professores
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Vereadores aprovam reajuste de 10% para 20 mil professores

Diego Zanchetta

21 Maio 2013 | 17h54

Por 51 votos favoráveis e nenhum contrário, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou agora pouco, por volta das 17h35, em segunda e definitiva discussão, projeto de lei que autoriza aumento de 10,19% para os cerca de 20 mil professores da rede municipal. A proposta foi deixada pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e contempla um aumento escalonado em três anos a partir de 2011.

O Sindicato dos Professores Municipais informou não ter reconhecido nenhuma conquista no aumento previsto por lei desde 2010. A categoria segue em greve e um grupo de cerca de 400 professores faz protesto agora na frente do Legislativo, no Palácio Anchieta, no centro de São Paulo. O trânsito no Viaduto Maria Paula, principal via de acesso para a região da Praça da Sé, está bloqueado por um carro de som dos docentes.

Os docentes paulistanos reivindicam ainda aumento de 6,55% retroativo a 2011, 4,61% retroativo a 2012 e de 5,6% imediatos, para 2013. Eles argumentam que o aumento concedido agora de 10% estava previsto desde o ano passado e só repõe perdas salariais de 2005 a 2007. O reajuste estava previsto na lei 15.215, de junho de 2010.

Em assembleia que terminou por volta das 19 horas na frente da Câmara, a categoria decidiu manter a paralisação. “O governo não pode dizer que um aumento previsto desde 10% é alguma conquista”, criticou Cláudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Professores Municipais.

 

Centenas de professores fecham Viaduto Maria Paula, no centro: categoria rejeita aumento de 10% aprovado pela Câmara Municipal

Para as demais categorias do funcionalismo, a proposta concedeu aumentos simbólicos e retroativos de 0,01% (a partir de maio de 2011), de 0,82% (a partir de novembro de 2011) e de 0,01% (a partir de maio de 2012). A estimativa de impacto financeiro nos cofres da Prefeitura para 2013 é de R$ 85 milhões. Para 2014 o impacto será da ordem de R$ 123 milhões. O piso salarial do servidor agora ficou em R$ 1.132,52.

“A propaganda do governo é para agora, mas o aumento está escalonado desde 2010. O governo mente ao fazer propaganda sobre o reajuste, dando a entender que ele foi criado pelo PT”, disparou Floriano Pesaro, líder do PSDB. O vereador Toninho Vespoli (PSOL) também criticou a propaganda feita pela Prefeitura sobre o projeto antes da segunda votação ocorrida hoje.

Alfredinho, líder do PT, rebateu as críticas. “Os professores vão ter um aumento real de quase R$ 700 no salário”, argumentou o petista. O piso do professor da rede municipal é de R$ 2.600 na capital paulista.

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