Vereador defende uso de animais em rituais religiosos
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Vereador defende uso de animais em rituais religiosos

Diego Zanchetta

07 de agosto de 2013 | 16h12

O vereador Laércio Benko (PHS) usou o plenário da Câmara Municipal de São Paulo hoje, por volta das 15h30, para defender o uso de animais em rituais umbandistas e do candomblé. Ele criticou a proposta do deputado estadual Feliciano Filho (PEN), apresentada na Assembleia Legislativa no ano passado, que proíbe o sacrifício de animais em todo o Estado.

Benko argumentou que não existe sacrifício, e sim a imolação dos animais “em religiões de matrizes africanas.” O parlamentar diz que são usados bodes e galinhas, e nunca animais como cachorros e gatos. Ele também acrescentou que existem diferentes vertentes dentro do candomblé e da umbanda e que a imolação é adotada apenas por algumas delas.

“Nós buscamos o axé do animal, que é o sangue e os miúdos que nós oferecemos aos nossos orixás e guias. Essa espiritualidade precisa da energia que vem do sangue e dos miúdos dos animais”, disse o vereador. “O animal não pode sofrer qualquer tipo de sofrimento antes. Ele recebe alimentação adequada, tratamento com ervas. É cortada a veia do animal, como em qualquer tipo de abate”, defende Benko.

O vereador de 40 anos, pré-candidato ao governo estadual, diz ser adepto e um “apaixonado” pela umbanda desde 2004. “Se o animal sofrer qualquer tipo de sofrimento, ele não pode participar da entrega (aos orixás)”, afirma o vereador do PHS, que antes era católico. “A pessoa, para defender o fim do uso dos animais em ritual religioso, ela tem de ser no mínimo vegetariana. Se não for é hipocrisia.”

Em seus primeiros oito meses como parlamentar, Benko tem sido um dos parlamentares mais atuantes no plenário do Legislativo paulistano. Ele já apresentou também mais de 60 projetos.

CRÍTICAS

Vereador mais votado de São Paulo com a bandeira da defesa dos animais, Roberto Tripoli (PV) discordou de Benko. “Qualquer vida tem de ser respeitada. E todo animal, qualquer que seja ele, tem direito à vida”, rebateu Tripoli.

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