Por cargos, base de Haddad ataca secretário e ameaça barrar projetos
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Por cargos, base de Haddad ataca secretário e ameaça barrar projetos

Diego Zanchetta

11 de abril de 2013 | 16h42

A base governista do prefeito Fernando Haddad (PT) se rebelou pela primeira vez e ameaça agora obstruir as discussões sobre o Plano de Metas, previstas para ocorrerem em uma série de audiências públicas nas subprefeituras e na Câmara. A reivindicação é a de sempre: mais cargos nas subprefeituras.

Liderados por Rubens Calvo (PMDB) e Paulo Frange (PTB), os rebeldes cobram a contrapartida pelo atropelo do governo nas votações dos projetos do fim da taxa da inspeção veicular e da multa imediata para quem mantém calçada danificada. Eles também ameaçam barrar a votação do projeto que prevê a reforma administrativa das secretarias de governo.

O recado dos insatisfeitos veio na votação das emendas para o projeto das calçadas. Frange e Calvo ameaçaram não retirar suas emendas rejeitadas pelo governo, uma jogada que impediria a sanção do projeto aprovado minutos antes, que alterou ontem a atual lei das calçadas, de 2011. Ambos também criticaram a falta de diálogo do secretário de Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena, que não estaria recebendo os vereadores em seu gabinete.

De última hora, porém, os dois governistas, pressionados pelo PT, permitiram a retirada de suas emendas. “Isso é um completo absurdo, uma manobra clara para favorecer o governo”, acusou Floriano Pesaro, líder do PSDB.

A estratégia da base para pressionar o governo a ceder cargos foi traçada hoje de manhã. Eles querem tentar retardar as discussões do Plano de Metas do governo, solicitando a inclusão de sugestões nas audiências. O líder de governo Arselino Tatto (PT) minimizou a rebeldia de sua base. “Não tem nada disso (pressão por cargos), eles (Calvo e Frange) só queriam incluir suas emendas, mas não era oportuno porque o substitutivo do governo já estava fechado”, argumentou.

Sobre a falta de diálogo com o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Tatto disse que “os vereadores querem relatar os problemas de suas regiões para o secretário, é isso.”

O vereador Paulo Frange (PTB), líder dos rebeldes da base governista: pressão por mais cargos

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