Líder do PT sai em defesa de Matarazzo
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Líder do PT sai em defesa de Matarazzo

Diego Zanchetta

06 de agosto de 2013 | 17h16

Endossado por outras lideranças da base governista do prefeito Fernando Haddad (PT), o vereador Alfredinho, líder do PT na Câmara Municipal de São Paulo, saiu em defesa do parlamentar Andrea Matarazzo (PSDB), investigado por suposta participação em cartel formado para fraudar licitações do Metrô na época em que era Secretário Estadual de Energia, em 1998.

“Todos nós estamos sujeitos a isso quando entramos na vida pública. Infelizmente, quando o nosso nome aparece na imprensa as pessoas já nos julgam. Eu já falei para o senhor pessoalmente, e gostaria de prestar aqui minha solidariedade. Aprendi a gostar do senhor como pessoa com a nossa convivência aqui”, afirmou Alfredinho. Matarazzo é um dos únicos vereadores que fazem oposição à gestão Haddad.

A sessão no plenário do Palácio Anchieta se transformou desde o início em um ato em defesa ao tucano. Há mais de 90 minutos os vereadores acusam a imprensa de comportamento “leviano” e criminoso” ao envolver o nome do ex-secretário de Coordenação das Subprefeituras no escândalo. “A forma como o caso foi revelado é de uma leviandade sem tamanho e fica aqui meu repúdio contra as denúncias”, disparou Ricardo Young (PPS).

Para Eduardo Tuma (PSDB),  “uma família tradicional, um nome tradicional, e não pode set atacado de forma tão vil.” Líder do PTB, Paulo Frange declarou que Matarazzo é uma unanimidade. “O senhor tem o carinho da nossa bancada”, disse o vereador governista.

Senival Moura (PT), líder de perueiros na zona leste, foi o único dos 55 vereadores que pediu prosseguimento das investigações na fraude do Metrô. “O PSDB governa o Estado há 30 anos e não pode como justificativa ficar atacando o PT. O PT só quer simplesmente o andamento das investigações.”

Logo em seguida, porém, o vereador e ex-ministro dos Esportes Orlando Silva (PCdoB) defendeu Matarazzo e lembrou que ele também já foi “atingido” por denúncias da imprensa. “Foi uma abordagem que expõe uma personalidade que merece respeito. Considero as denúncias sem fundamentação”, discursou o comunista.

O próprio Matarazzo foi ao plenário se defender. O vereador leu uma nota na qual diz “os únicos indícios apontados pelo delegado da Polícia Federal são o fato de eu ter sido Secretário de Energia e pertencer ao mesmo partido político que governava São Paulo. Meu advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira já pediu arquivamento dos autos.”

Mário Covas Neto sai em defesa de Matarazzo: “denúncias infundadas que envolveram meu pai em 1998 se repetem agora em 2013.”

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