Lei obriga prédio a reaproveitar água drenada de subsolo
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Lei obriga prédio a reaproveitar água drenada de subsolo

hoje é comum na capital paulista edifícios que jorram até 50 mil litros de água por dia para evitar a inundação de suas garagens.

Diego Zanchetta

23 Abril 2015 | 10h45

O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou hoje o projeto de lei que obriga o governo municipal a utilizar água de reuso em obras públicas. Na proposta, aprovada pelos vereadores paulistanos em fevereiro, também ficou definido que a água drenada dos subterrâneos de prédios deverá ser reutilizada – hoje é comum na capital paulista edifícios que jorram até 50 mil litros de água por dia para evitar a inundação de suas garagens.

A nova lei tem agora 120 dias para ser regulamentada. No texto também fica determinado que a Prefeitura passe a utilizar água de reuso ou das chuvas na irrigação de jardins e na lavagem de calçadas e de monumentos. Mas não foi definido como as empresas contratadas pelo governo vão adotar a mudança.

Para os postos de combustível e lava-rápidos, o prazo para que passem a utilizar somente água de reuso será de 3 anos. Na semana passada, Haddad também havia sancionado projeto do Legislativo que cria multa de R$ 250 para quem for flagrado pela segunda vez lavando a calçada com água da rede da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo).

prédio

Edifício joga fora, na Rua Augusta, água drenada de subsolo: nova lei obriga o reaproveitamento do volume desperdiçado

 Desperdício

A terceira lei municipal criada neste ano para combater o desperdício de água na capital paulista quer evitar um problema que vem causando indignação entre os paulistanos. Muitos edifícios recém-construídos sobre cursos d’água canalizados construíram garagens de até cinco andares em seus subsolos.

Para evitar que a água cause umidade nas garagens subterrâneas, esses edifícios instalam sistemas de bombeamento pra drenar o lençol freático que está abaixo da edificação. A água retirada é jogada diretamente na rua e entra nos bueiros – ou seja, essa água retirada vai desaguar em córregos poluídos e terá de passar por novo tratamento de esgoto antes de voltar a compor o sistema hidrológico da cidade.

Em março o Estado mostrou que o edifício Capital Augusta, por exemplo, localizado na Rua Augusta, joga na calçada cerca de 50 mil litros de água por dia para evitar o alagamento de sua garagem com 300 vagas. Alguns comerciantes e donos de bares da região passaram a usar a água desperdiçada pelo prédio para lavarem seus estabelecimentos.

Para o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), porém, não existe problema nesse bombeamento de águas subterrâneas. O órgão diz que, ao final, não existe desperdício porque a água volta a compor os lençóis freáticos da capital.

 

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