Haddad cobra R$ 12 milhões de “contrapartidas sociais” do Corinthians
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Haddad cobra R$ 12 milhões de “contrapartidas sociais” do Corinthians

Diego Zanchetta

15 Setembro 2014 | 18h22

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) formou uma comissão, chefiada pela vice-prefeita Nadia Campeão (PcdoB), para cobrar as contrapartidas sociais exigidas do Corinthians pelo uso do terreno da Prefeitura onde foi construído o Itaquerão, na zona leste de São Paulo. Dos R$ 12 milhões previstos para serem pagos pelo clube até o final de 2019, R$ 4 milhões devem ser quitados até o final deste ano.

O valor que o clube tem de pagar está previsto em termo de ajustamento de conduta assinado entre o Corinthians, a Prefeitura e o Ministério Público Estadual em maio de 2011. No seguinte, em 2012, o clube chegou a alegar que já havia pago essas contrapartidas com campanhas de doação de sangue e visitas de jogadores a entidades carentes. Mas o promotor José Carlos de Freitas avaliou que as contrapartidas estavam “fora do perfil estabelecido pelo acordo judicial.”

O clube inaugurou o estádio, de custo estimado em quase R$ 1 bilhão, em junho deste ano. Até agora, porém, a diretoria corintiana não pagou contrapartidas sociais consideradas válidas pela Promotoria de Justiça. Agora o governo atual tenta um acordo com o Corinthians para a construção de creches e de um equipamento esportivo aberto à população na região de Itaquera, próximo ao estádio. As negociações já estão em andamento e não existe resistência do clube.

O objetivo do governo é exigir algo “social e duradouro” do clube, e não apenas contrapartidas como a abertura do estádio para visita de estudantes da rede municipal ou campanhas filantrópicas. O Corinthians argumenta cumprir todos os prazos que constam no termo de ajustamento assinado com o MP.

O Corinthians utiliza o terreno da Prefeitura onde foi construído o Itaquerão desde 1988, beneficiado por concessão de direito real de uso (CDRU). Em 2011 a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) também concedeu ao clube R$ 400 milhões em isenções fiscais para facilitar a construção do estádio. Outros R$ 400 milhões utilizados na obra foram financiados pelo BNDES.

 

O estádio do Corinthians, inaugurado em junho: clube ainda tem de pagar R$ 12 milhões em “contrapartidas sociais” para a Prefeitura

 

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