Com R$ 1,7 bi da União, Haddad inicia licitação para 9 corredores de ônibus
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Com R$ 1,7 bi da União, Haddad inicia licitação para 9 corredores de ônibus

Diego Zanchetta

30 Julho 2013 | 12h23

COM ARTUR RODRIGUES

Com dinheiro do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para a construção de nove corredores de ônibus. A administração municipal vai contar com uma ajuda federal de aproximadamente R$ 1,7 bilhão que deve ser utilizada em investimentos no transporte público. O anúncio oficial dos corredores deve ser feito amanhã pelo prefeito Fernando Haddad (PT), durante visita da presidente Dilma Rousseuff a São Paulo.

A verba federal é a maior aposta petista para tentar reverter os danos à imagem do prefeito Fernando Haddad (PT), causados pelos protestos na cidade contra o aumento do ônibus, em junho. A maioria das obras já estava prevista no Plano de Metas da atual gestão, mas foi adiantada como resposta à exigência por melhoria da mobilidade urbana da cidade. Ao todo os corredores vão custar R$ 4,2 bilhões. Serão 130 km de novas faixas exclusivas para os ônibus.

Entre as obras contempladas, estão os corredores nas Avenidas Celso Garcia, na zona leste, 23 de Maio, na zona sul. Áreas periféricas com pouca oferta de transporte público estão entre as contempladas. Na região do Grajaú, na zona sul, será feito o Corredor Cocaia, que passará pela Avenida Belmira Marin, uma das mais congestionadas da capital, entre outras vias que cortam bairros populosos da zona sul. No extremo leste, o Corredor São Miguel passará pela Avenida Águia de Haia.

O início dos editais acontece simultaneamente à implantação de faixas exclusivas para transporte coletivo nas principais vias da cidade, como Avenida Paulista e as Marginais Tietê e Pinheiros. A operação foi denominada Dá Licença para o Ônibus.

 

Estrada do Iguatemi, no extremo leste, também vai ganhar corredor de ônibus

EM CONSTRUÇÃO

Antes, no final de abril, Haddad já havia assinado R$ 1,43 bilhão em contratos para a construção de novos corredores de ônibus na periferia de São Paulo. Os contratos contemplaram algumas das maiores empreiteiras do país, como a OAS, a Andrade Gutierrez e a Construtora Gomes Lourenço.

Eram licitações que começaram em dezembro de 2012, no último mês da gestão Gilberto Kassab (PSD), e foram concluídas em abril. Um novo terminal de ônibus para o Jardim Ângela, na zona sul, novos corredores na Radial Leste, entre o Tatuapé e Guaianazes, e faixas exclusivas para coletivos na Avenida Inajar de Souza, na zona norte, estão entre as obras que as empreiteiras devem executar pelos próximos 36 meses.

Na zona leste, para a construção de 17 km de faixas exclusivas na Radial Leste, o governo municipal vai ter de desapropriar quadras inteiras em algumas regiões, além de alargar vias e calçadas. Ao todo, o plano do governo municipal é entregar 147 km de corredores e 12 terminais de ônibus até junho de 2016.

Nessa primeira etapa do projeto também estão sendo feitos 12,1 km de corredores entre a região da Vila Sônia e o Campo Limpo e a reforma dos 14 km do corredor da Inajar de Souza. Também estão no pacote a construção de um complexo viário de acesso ao futuro terminal do Jardim Ângela, por R$ 154 milhões, e a construção do próprio terminal, em área de 74 mil metros quadrados, por R$ 307,6 milhões.

VEJA AS CONSULTAS PÚBLICAS LANÇADAS HOJE PARA A CONSTRUÇÃO DE NOVE CORREDORES

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