Com queda de pastilhas, Copan ganha proteção azul
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Com queda de pastilhas, Copan ganha proteção azul

Diego Zanchetta

07 de outubro de 2014 | 13h38

Quem passa em frente ao Copan, no centro de São Paulo, logo acha que o icônico edifício projetado por Oscar Niemeyer (1907-2012) está em reforma. Mas a rede de proteção azul que cobre os 35 andares do edifício tenta, na verdade, evitar a queda de pastilhas e de blocos de concreto que não param de cair da fachada em pedestres e moradores.

Orçadas em R$ 23 milhões, as obras para a recuperação do prédio, cartão-postal da capital paulista, não têm data para começar. O síndico Affonso Celso Prazeres, de 75 anos, diz ter tentado, em três assembleias, apoio dos moradores para fazer a troca das pastilhas. O valor do condomínio, que hoje varia de R$ 180 a R$ 810, seria reajustado em 50%, durante três anos.

Cerca de 2.000 pessoas residem no Copan. Alguns moradores reclamam que a fachada está “em ruínas”, com pastilhas e blocos de concreto que não param de cair. O visual da frente do prédio já está bem diferente, mais cinza, após a perda de centenas de pastilhas pretas e brancas que caracterizam a fachada.

“Eles (moradores) não podem reclamar agora da queda das pastilhas. Ninguém topou a reforma”, afirma Prazeres. Ele diz estar aguardando um “projeto executivo” de reforma para dar entrada no pedido de autorização na Prefeitura. Qualquer intervenção no Copan, tombado pelo patrimônio histórico, precisa de autorização do Conpresp.

“Temos R$ 11 milhões em caixa. Podemos começar a reforma e depois tentar buscar parceiros no curso das obras para conseguir o restante do dinheiro”, diz Prazeres. Na reforma, as pastilhas que sobraram serão trocadas por novas, de modelo idêntico. “Ontem mesmo eu me reuni com o dono da empresa que vai fazer as pastilhas iguais”, acrescentou o síndico.

Mas as pastilhas atuais e que estão caindo, produzidas nos anos 1950, deverão ter um modelo exatamente igual para a reforma ser aprovada no Conpresp. Se ganhar o aval da Prefeitura, Prazeres acha que consegue começar a reforma entre fevereiro e março de 2015.

Com queda de pastilhas na fachada e sem dinheiro para reforma, Copan ganha rede de proteção azul

 

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