Com carros de som, Diadema informa racionamento de água em 70% da cidade
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Com carros de som, Diadema informa racionamento de água em 70% da cidade

Diego Zanchetta

06 Fevereiro 2014 | 16h33

A Prefeitura de Diadema colocou desde ontem carros de som para informar sobre o racionamento de água em bairros da região mais alta da cidade, entre eles Pedrinhas, Serraria e Campanário. “O volume de água recebido nos três reservatórios da cidade é insuficiente para atender a altíssima demanda. A fim de distribuir a água disponível para o município todo, a SANED (Empresa de Saneamento de Diadema) é obrigada a restringir, temporariamente, o fornecimento em determinados bairros”, informou a Prefeitura à reportagem do Estado.

É a primeira cidade entre os 39 municípios da Grande São Paulo que confirma ter adotado o racionamento de água. Com cerca de 406 mil habitantes, Diadema é abastecida pelos reservatórios da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Represa Billings. Segundo o governo municipal, o racionamento vai atingir 70% da cidade, principalmente nos bairros da parte alta. Um dia antes do racionamento carros de som vão passar informar os bairros que serão afetados.

O racionamento teve início em trechos da Estrada do Pedregulho, da Avenida dos Signos e nos bairros Inamar e Eldorado. Em ruas da região central também houve falta de água hoje, segundo relatos de comerciantes. Por ter bairros em partes altas, que se formaram em morros, o governo municipal tem dificuldade de bombear água para esses locais. A pressão da água é insuficiente para fazer o bombeamento, segundo técnicos da Prefeitura de Diadema.

No interior a situação é pior. Cidades como Salto, Conchas, Porto Feliz, Itu, Valinhos, Sorocaba, Vinhedo e Orlândia já adotaram tipo de racionamento. A região de Campinas também pode ter de adotar um racionamento se não chover nas próximas três semanas. Quase todas essas cidades do interior dependem do Sistema Cantareira, que hoje opera com apenas 21% de sua capacidade.

Bairros na parte alta de Diadema, como Eldorado e Pedrinhas, já enfrentam falta de água

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