A exemplo do Rio, capital paulista analisa lei que proíbe mascarado em protesto
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A exemplo do Rio, capital paulista analisa lei que proíbe mascarado em protesto

Diego Zanchetta

09 de outubro de 2013 | 16h25

A exemplo do que fez o Rio de Janeiro, a capital paulista também deve criar lei específica que proíbe o uso de máscaras em protestos realizados nas ruas. Com a assinatura de apoio de 19 dos 55 vereadores, o parlamentar Conte Lopes (PTB) apresentou texto que autoriza a Guarda Civil Metropolitana a impedir o uso de máscaras, capuzes e camisetas para cobrir os rostos em atos públicos em São Paulo.

“A manifestação é um direito do cidadão e é válida quando tem caráter pacífico. Não podemos admitir, entretanto, que seja usada por vândalos camuflados usando máscaras ou capuzes, ou ainda escondendo o rosto com camisas e provocando toda sorte de destruição em patrimônio público ou particular”, argumenta Lopes na justificativa da proposta, que deve passar pela análise da Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo paulistano na próxima quarta-feira.

“A GCM e autoridades constituídas deverão identificar e conduzir para a Delegacia de Polícia todos os manifestantes que assim procederem (mascaras em protestos”, diz um trecho da proposta do vereador, que foi capitão da Rota nos anos 1970 e 1980.

São Paulo deve seguir o que já fez o Rio de Janeiro, via Assembleia Legislativa. No final de agosto, o governador Sérgio Cabral sancionou lei dos deputados Domingos Brazão e Paulo Melo, ambos do PMDB, que proibiu o uso de máscaras nos protestos. Desde o início de outubro, qualquer mascarado tem sido levado para a delegacia nas manifestações realizadas na capital fluminense.

Na sessão plenária de hoje, realizada neste momento no Palácio Anchieta, vereadores da chamada “bancada da bala” chamaram de “criminosos” os jovens que depredaram a região central na segunda-feira à noite. “São criminosos escondidos em máscaras”, disparou o Coronel Telhada (PSDB).

“Quem vai pagar a conta desse vandalismo contra o patrimônio público vai ser nós”, emendou Coronel Camilo (PSD). “Jamais o governo estadual deveria ter proibido o uso das balas de borracha nos protestos. Contra a desordem é preciso usar a força. E é isso que o povo de São Paulo quer”, acrescentou Camilo, ex-secretário comandante da PM.

Por enquanto, nenhum dos 55 vereadores saiu em defesa dos atos promovidos pelos jovens na segunda-feira, no centro, em solidariedade aos professores grevistas do Rio.

 

Jovem sob viatura da Polícia Civil, em protesto na Praça da República: lei veta uso de máscara em atos públicos