Estação do Metrô ‘custa’ 340 árvores para SP
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Estação do Metrô ‘custa’ 340 árvores para SP

Diego Zanchetta

05 Setembro 2013 | 13h24

COM CAIO DO VALLE

A Prefeitura de São Paulo autorizou o Metrô a cortar 340 árvores para a construção de uma estação e do pátio de estacionamento do polêmico monotrilho da Linha 17-Ouro, em construção na zona sul da capital paulista.

A vegetação será removida para as obras da Estação Jardim Aeroporto e para o Pátio da Água Espraiadas, ambas na Avenida Jornalista Roberto Marinho. A estação e o pátio vão ficar em uma área de proteção permanente (APP), em região de várzea por onde passa o córrego Água Espraiada.

As obras do pátio começaram em junho deste ano. Ele ficará sobre o Piscinão do Jabaquara, onde quatro quadras poliesportivas e uma pista de skate públicas foram fechadas, após um decreto do prefeito Fernando Haddad (PT) autorizar a obra do Metrô, que é gerido pelo governo do Estado. As obras são do primeiro trecho do monotrilho, entre as Estações Morumbi e Jardim Aeroporto, com um shuttle até o Aeroporto de Congonhas. Esse trecho deve abrir até o fim de 2014.

Das 340 árvores que serão cortadas, 236 são nativas. Quinze são eucaliptos, espécie considerada invasora pelos botânicos. Nove árvores estão mortas, segundo a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. O Metrô, por sua vez, terá que preservar seis exemplares, transplantar 97, plantar 175 mudas de reflorestamento e 235 mudas nativas do Estado em ruas da cidade.

Para se ter uma ideia, o desmatamento autorizado para a construção de uma única estação do Metrô representa 41% de tudo o que foi cortado em 2009 para as obras de ampliação da Marginal Tietê – na época o governo municipal autorizou o corte de 824 árvores.

 

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