Em plena avenida Paulista, o manifesto neo-antropofágico
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Em plena avenida Paulista, o manifesto neo-antropofágico

Mauro Calliari

20 Novembro 2018 | 15h39

A gente sempre encontra coisas surpreendentes nas ruas de São Paulo.

Se você estivesse andando na Paulista  algumas semanas atrás, em vez dos gritos inflamados das grandes manifestações, teria encontrado um homem concentrado, declamando na frente de uma câmera, imerso no movimento de uma tarde quente.

90 anos depois do manifesto antropofágico de Oswald de Andrade, o jornalista Jorge Gomes Guimarães saiu às ruas da cidade para proclamar o seu manifesto neo-antropofágico.

Você pode não concordar, você pode não entender.  mas vale a pena ver o homem que se arrisca, que se mistura à cidade e declama seu amor ao saci, à diversidade, à urbanidade e à brasilidade.

No momento em algumas coisas parecem tão sem sentido, que tal não pensar no sentido das coisas e entregar-se ao fluxo caudaloso das ideias que não precisam ser discutidas e sim sentidas?

Assim como os grafites, as performances e as músicas, os manifestos também estão nas ruas de São Paulo!