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Vila oitocentista permitia divórcio

Pablo Pereira

07 Agosto 2010 | 21h01

Na São Paulo oitocentista, quando a convivência em casa se tornava insustentável o caso ia parar no juiz ou no padre. Eram as figuras que, em muitos locais, dividiam o poder na sociedade colonial. A historiadora Alzira Lobo ensina que, à época, já havia para esses casos a alternativa do divórcio, mediante a comprovação de sete quesitos: “maus-tratos ou sevícias; perigo de salvação por heresia, apostasia ou infandae veneris scelus; perigo de vida por atentado de violência; mau proceder desregrado do cônjuge; calúnia (…); falta de virgindade; e adultério de qualquer dos cônjuges”. E eram permitidos também os divórcios temporários.

 

(texto publicado em O Estado de S.Paulo)

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