As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Vereador se diz traído por petistas e acusa MTST de “enganar a população”

Pablo Pereira

02 de janeiro de 2016 | 19h01

O MTST está enganando a população. A afirmação é do vereador José Police Neto (PSD), de São Paulo, criticando os métodos de atuação do MTST na capital. Police teve em 2014 um projeto, segundo ele, usado como “carona” por petistas da Câmara dos Vereadores para que o movimento liderado por Guilherme Boulos pudesse planejar a construção de 2.650 apartamentos na área da Copa do Povo, na zona leste, afirmou na semana passada que foi traído no Legislativo paulistano.

“Houve um acordo para aprovação do meu projeto, o Retrofit Social”, explicou o vereador. Pelo acordo, o texto do projeto de Police, que tratava de prédios desocupados para moradia social, deveria conter um artigo incluindo uma reivindicação do MTST, que acampado na frente da Câmara pedia a mudança de lei para autorização de construção de casas populares em uma zona industrial (ZPI). O MTST havia invadido área privada industrial e montado o acampamento Copa do Povo e exigia uma mudança legal que permitisse a construção de moradias.

Police topou a manobra para tentar fazer avançar seu projeto que mirava em áreas centrais. O texto, “com essa porcaria da Copa do Povo”, ressaltou o vereador, foi aprovado e o MTST desmontou o acampamento. “Mas o prefeito Fernando Haddad não cumpriu o acordo feito com o Nabil Bonduki e o José Américo, e vetou a lei”, recordou Police. “E manteve o artigo que beneficiava o MTST”, explicou. “Fui traído”, declarou Police, que costuma criticar o MTST dizendo que o movimento não luta por moradia, mas trabalha é “para fazer negócios” invadindo áreas na capital.

De acordo com o vereador, recentemente o prefeito mandou à Câmara um projeto de revisão do Código de Obras exatamente com a parte das regras da proposta do “Retrofit Social” que havia vetado. Para o vereador, o projeto usado como “carona”, para beneficiar o MTST, seguia a lógica de aproveitar imóveis sem ocupação como habitação social favorecendo o trabalhador, que poderia morar perto do trabalho. “Essa regra ajudaria até a eliminar a pressão do aluguel social”, argumentou.

Para ele, a Secretaria de Habitação do Município vinha fazendo na capital o contrário da retórica de Haddad de localizar o trabalhador perto dos corredores de transportes. “Os licenciamentos estão todos fora do Centro, em áreas distantes, como Perus, a área dos Abdala, por exemplo”, protestou.

.

 

 

Mais conteúdo sobre:

MTST