Um retrato da intimidade de Machado
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Um retrato da intimidade de Machado

Pablo Pereira

25 Fevereiro 2011 | 17h19

Conheci por estes dias a foto de um rosto que havia muito tempo me intrigava. Carolina Augusta Xavier de Novaes (abaixo, fotografada em 1869) foi, certamente, a pessoa mais íntima de uma das principais inteligências brasileiras, o escritor Machado de Assis.

 Dona Carolina era portuguesa. Casou-se com o gênio das letras no ano da foto, no Rio. Quando Machado a perdeu, em 20 de outubro de 1904, depois de 35 anos de casamento, a vida na Rua Cosme Velho passou a ser um fardo demasiado pesado. Machado morreu quatro anos mais tarde.

Dona Carolina me apareceu no excelente livro A olhos vistos, uma Iconografia de Machado de Assis, organizado por dois craques da pesquisa, Hélio de Seixas Guimarães e Vladimir Sacchetta, e publicado pelo Instituto Moreira Salles (2008). Eles garimparam documentos, retratos, cartões, fotos da cidade e publicações de (e sobre) Machado. E oferecem ao leitor relíquias da intimidade machadiana, como a sequência de imagens de dona Carolina aos 30, 44 e 60 anos. Era uma mulher bonita.

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A pesquisa de Guimarães e Sacchetta mostra ainda maravilhosas fotografias do Rio antigo e uma imagem rara feita por Augusto Malta em agosto 1907: Machado sendo socorrido por amigos após um desmaio.

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