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Um defensor de peso: Machado de Assis

Pablo Pereira

09 de maio de 2010 | 12h25

  “Quem vir o quadro lúgubre pintado pelo ilustre senador, suporá que a Cidade de São Paulo é uma daquelas cinco cidades que a cólera divina destruiu por meio do fogo celeste”, escreveu Machado em crônica de agosto de 1864.” O alvo era o senador Jobim. “A mocidade de São Paulo é alegre, folgazã (…). É uma mocidade inteligente, laboriosa; funda jornais”, escreveu Machado.

Para Brito Broca, que estudou o assunto, a defesa do estudantado paulista aparece em um Machado ainda influenciado pelo byronismo, e porque o escritor tinha muitos amigos que moravam em repúblicas de São Paulo. Mas Machado devia mesmo era sentir um surdo incômodo diante de uma retórica que se apresentava na contramão do futuro.

 

(texto publicado em O Estado de S.Paulo)

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