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Um ano sob a ameaça de morte da covid

Pablo Pereira

14 de janeiro de 2021 | 11h18

Faz um ano que o mundo mergulhou nas trevas da covid-19, um acontecimento até então cogitado apenas em restritos círculos científicos e inimaginável para a maioria das pessoas. Morreram aos milhares – quase 2 milhões no mundo. Os idosos foram os mais afetados pelo contágio.

No Brasil, a terra da ignorância e dos equívocos políticos, a mortandade causada pelo novo coronavírus, o Sars-cov-2, já passa das 206 mil pessoas. Sem proteção – e diante da ausência de uma política pública de controle -, o espalhamento da doença matou, aniquilou a economia, mudou hábitos de consumo e obrigou milhões a viverem autoisolados, meses a fio, com medo de sair de casa.

Quase um ano, desde março, andando do quarto para a sala convivendo com a ameaça do fim imediato da vida do lado de fora da porta. É uma insegurança impressionante, jamais sentida nessa intensidade e nesses volumes populacionais, mesmo para quem, com mais de 60 ou 70 anos, já vai aos poucos se acostumando com a decadência das energias. 

Veja a evolução, medida em rasteador da covid-19, criado pelo Bing.

Nessa calamidade, mostrada no gráfico que vai de 22 de janeiro de 2020 até ontem, dia 13, além da morte, há ainda o fantasma diário de um fim rápido, coisa de dias, provocado pela violência, sem controle, de um colapso dos sistemas respiratório e cardiovascular. Morrer sufocado. Um sofrimento assustador! Passadas as festas do fim do ano, os hospitais voltaram a lotar de gente em respiradores artificiais.

Atualmente, uma meia dúzia de fanáticos negacionistas, meros oportunistas, ignorantes, que se escondem em crenças e absurdos científicos como Terra plana – que, aliás, já foram muito mais numerosos -, persistem num comportamento  desumanamente insensível enquanto a covid-19 segue contaminando e matando ao redor de mil por dia.

O conforto, parece, surge finalmente – por méritos dos cientistas – com a tão esperada invenção de uma vacina. Mas os efeitos dessa pandemia ainda vão demorar a desaparecer, se é que isso será possível. Para as famílias que perderam parentes ou para quem perdeu amigos, jamais.

 

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