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Tempo quente na Espanha, agora em Madrid

Pablo Pereira

26 Setembro 2012 | 16h42

Manifestantes tomam as ruas de Madrid novamente nesta quarta-feira, 26, 24 horas depois de uma outra concentração de cerca de 5 mil pessoas diante do Congresso terminar em pancadaria no enfrentamento com a polícia na tarde/noite do que já ficou conhecido como 25-S (setembro). As imagens dos conflitos na rua, transmitidas ao vivo por sites espanhóis, mostram um pouco do clima tenso vivido na Espanha nos últimos meses.

A frustração na Espanha, que visitei em junho, cresceu bastante neste segundo semestre depois que Madrid tomou pé do tamanho da crise financeira do país e abriu negociações com o Fundo Monetário Internacional para obter financiamento de ajuda do déficit. Os efeitos nocivos da crise econômica sobre a sociedade espanhola detonam o emprego e desatam amarras que havia muito tempo nem eram notadas, como as do nacionalismo de comunidades autônomas do reino de Juan Carlos – observem a Catalunha, que no último dia 14 saiu às ruas gritando por independência, cujos ecos já bateram aqui,  e que se prepara para eleições antecipadas para novembro.

Com o país em dificuldades econômicas e pressões políticas em alta, a polícia desce a marreta na rua e até engrossa o coro dos manifestantes de Madrid com gente do próprio partido da situação, o PP. Como o comerciante do bar Prado, mostrado no El País, que se dizia do PP mas impedia a polícia de caçar manifestantes dentro de seu restaurante.

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