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Táxi combate Uber… Mas e se vier o carro compartilhado?

Pablo Pereira

11 Fevereiro 2016 | 19h02

Para rodar em São Paulo de bicicleta o cidadão nem precisa ter uma. Pode encontrar a bike em áreas reservadas na rua, pedalar e depois deixá-la no fim do caminho também num local X – para que outra pessoa possa fazer o mesmo noutro rumo. Prático, moderno, simpático. Pois, nestes dias nos quais taxistas paulistanos ainda tentam resistir ao aplicativo Uber, um novo sistema de transporte individual, talvez nem tenham se dado conta de que o negócio está mudando rapidamente e podem ter, de uma hora para outra, mais um concorrente: o carro compartilhado.

Em diversas cidades americanas, canadenses e europeias um sistema semelhante àquele das bikes já faz sucesso. Em Vancouver, moderníssima cidade canadense, modelo de transporte coletivo, uma empresa mantém o Car2Go como oferta de um carrinho elétrico Smart, de dois lugares, disponível nas ruas. E acaba de lançar um carro maior, de quatro lugares, da Mercedez.

O motorista se inscreve no programa de usuário pela web, espera aprovação de um cadastro, por cinco dias, e recebe no celular uma senha para identificação, que vai lhe permitir usar os carros. Pega o carro que estiver mais próximo, roda e deixa o veículo onde chegar, na rua mesmo.

Os veículos são monitorados por centrais de rastreamento que informam qual o carro está mais próximo do usuário. Tudo informado ao usuário no celular. Eles controlam o pagamento (0,41 centavos de dólar canadense (CAD) por minuto, por exemplo, no Smart), que é debitado no cartão de crédito. Ou seja: usou por 20 minutos, CAD 8,20 (R$ 32 e uns trocados). O cidadão tem carro disponível sem precisar gastar com IPVA, estacionamento, gasolina, manutenção, flanelinha.

Esse novo conceito de transporte, que aposenta a velha ideia do carro como propriedade, lembra um pouco também do que acontecia em São Paulo anos atrás, na era pré-celular (sim esse tempo existiu!), quando um telefone era investimento, valia dinheiro, era patrimônio, exatamente como os carros ainda são hoje.

Já pensou o que pode acontecer com o serviço dos carros de praça se essa moda vier e pegar em São Paulo?

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