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Superação pessoal dos atletas brasileiros no Rio

Pablo Pereira

10 Agosto 2016 | 15h51

Os Jogos avançam e os competidores brasileiros colecionam derrotas no Rio. Na verdade, há uma pressão por resultados que é injusta. Os atletas brasileiros são heróis. Mas outros times estão bem mais adiante. Outro dia, na prova das ginastas, a atleta Daniele Hypolito pedia desculpas às câmeras, enquanto aguardava a nota, por ter caído durante a apresentação. Não, garota. Não peça desculpas. Não interessa o resultado. Você já é uma vencedora, está em competição de nível internacional. Parabéns, menina!

Ah, mas e as medalhas? Esqueça. Muita gente no Brasil tem essa mania de cobrar desempenho exemplar dos outros sem, no entanto, contribuir com nada. É assim no esporte, na vida. E, neste tipo de sociedade, o sucesso de alguns, atletas ou não, decorre, em grande parte, não só de dedicação profissional, mas de trajetórias de superação pessoal isolada.

Isso é evidente nestes Jogos. A história de Rafaela Silva, por exemplo. Uma atleta de potencial olímpico que sobrevive com Bolsa Atleta, Bolsa Pódio e que precisa ser amparada por salários do serviço público, da Marinha, para poder viver o sonho do ouro. E melhorar a casa simples da família em Cidade de Deus.

Os exemplos de atletas brasileiros nesta condição são muitos. Por isso, são conquistas creditáveis somente à vontade de cada um de vencer. E esses heróis, generosamente, compartilham as conquistas com o resto da população. Lavam a alma de um país capenga, injusto e decepcionante.

Portanto, garotada olímpica, não chorem e não lamentem por não vencerem provas nos Jogos. Orgulhem-se de vossas conquistas, que já são muitas. E comemorem.

 

 

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