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SP se aproxima da temporada das cheias; impacto do clima é mundial

Pablo Pereira

24 de novembro de 2021 | 09h51

São Paulo se aproxima dos seus dias de enchentes. Pode ser que dezembro, o mês dos alagamentos monstros, neste ano não repita a sina de caos urbano que historicamente se alastra pelo verão. Tomara! Quem não se lembra das ruas e vales cheios, desabamentos, mortes de moradores em áreas de morros e prejuízos empresariais por causa das trombas d’água?

Pois essa realidade, já conhecida por aqui há anos, causa preocupação também em áreas do Planeta que passaram a conviver com as alterações climáticas extremas. E o impacto é forte.

Situada no oeste do Canadá, lá no alto do mapa mundi, a rica Vancouver, que no meio do ano ardeu com queimadas florestais nunca vistas, agora sofre com a súbita subida das águas. Áreas que no passado foram dragadas para servir de lavouras estão novamente submersas. A região de Abbotsford, onde há concentração de pequenas fazendas de produção de alimentos, registra prejuízos volumosos! Há dias galpões estão sob água e lama e os corpos de centenas de animais de criação perdidos devem ser incinerados. E as previsões são de mais chuvas e tempestades.

O debate por lá se fixa exatamente em alterações anormais do clima por conta do comportamento natural afetado pelos gases de efeito estufa, tema tão comentado na recente cúpula climática em Glasgow, do outro lado do mundo, na Escócia. A mudança provocada pelo aumento da temperatura média no Planeta mostra que a “bola” pode estar sendo, de fato, afetada “geral” pela ganância e a mediocridade humana que elimina coberturas vegetais que davam equilíbrio à coisa toda. Não é mais retórica de ambientalistas, que há anos denunciam o drama. Será que a ficha finalmente está caindo?

Confira a situação das represas de SP

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