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Sobre Santos Dumont, o pai do avião

Pablo Pereira

13 de julho de 2010 | 17h03

A respeito de texto sobre Santos Dumont, publicado no O Estado de S.Paulo no último domingo, 11, e reproduzido abaixo aqui no Blog, recebo carta do leitor Henrique Gândara, de Ribeirão:

“Sr. Editor,

Na edição de ontem, 11 de julho, caderno CIDADES, última página, matéria a respeito de SANTOS DUMONT. Seu autor omitiu alguns dados a respeito de ALBERTO SANTOS DUMONT e de sua família. Por desinteresse e ou desinformação. A família Dumont veio de Minas Gerais para a região de Ribeirão Preto onde adquiriu enorme gleba de terra fértil onde abriu uma fazenda no século XIX, a Fazenda Dumont ou Fazenda dos Dumont. Era tão grande a propriedade rural que construiu-se uma estrada de ferro particular dentro dos limites da fazenda. Era para transportar mercadorias, produtos da fazenda, empregados, utensílhos e para os proprietários percorrerem sua terra com rapidez e conforto.

Contavam os mais antigos moradores de Ribeirão Preto que Alberto Santos Dumont adolescente, era muitas vezes visto pela ruas da então pequena Ribeirão. O tempo passou, Alberto foi para a Europa, conquistou os ares e os ares da fama, tornando-se o personagem citado nesse texto. A fazenda teve seu período áureo, ao redor da sede formou-se um vilarejo que ficou distrito de Ribeirão Preto.

No início da segunda metade do século passado o distrito se emancipou, tornou-se município de Dumont , hoje com qualidade de vida invejável onde existem vários condomínios residenciais de todas as classes que abrigam famílias que antes moravam em Ribeirão Preto.

Dumont dista de Ribeirão Preto dez quilometros de estrada de rodagem, mais perto do que muitos bairros da cidade grande e existe plano de transformar a curta estrada em avenida. Da ferrovia particular sobraram escombros e sinais da sua existência. Em Ribeirão Preto há uma rua em bairro de classe média, com nome de Rua Henrique Dumont.

Espero que , de modo modesto, tenha contribuido para enriquecer o teor do escrito referido no início deste texto.

 Henrique Gândara

Ribeirão Preto”