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São Paulo mudou, mas os Rattus norvegicus…

Pablo Pereira

26 Março 2010 | 10h01

 

Desenhos de Angelo Agostini, de 1867, criticando a limpeza da cidade

À esquerda, no meio dos ratos:

 Com todos os diabos! se isto se chama aceio publico, não sei o que os fiscaes denominão porcaria!

À direita, com as mulas:

Dão licença que eu passe! Como os fiscaes permitem que tomeis conta das ruas, vejo-me obrigado a pedir-vos este grande obsequio.

A vida nesta São Paulo de 2010 mudou, muito se modernizou, em relação aos desenhos de Angelo Agostini, de 1867. Não há mais mulas estacionadas pelas ruas, pelo menos no centro expandido. Já vi cavalos soltos, pastando pacificamente, nos lados da represa de Guarapiranga ou em arredores de São Miguel. Mas ratazanas, como aquelas mostradas no desenho, isso há pela cidade toda.

 São Paulo tem o Rattus norvegicus, o de esgotos, em abundância. Quem aí ainda não viu um deles passeando na calçada tarde da noite? E, segundo a Prefeitura, que tem até site para esse velho conhecido dos paulistanos, há ainda por aí os primos dele, o Rattus rattus, que é aquele do telhado, e o simpático Mus musculus, que se conhece também como camundongo, mais chegado aos hábitos domésticos, adora um armário.

As ratazanas de São Paulo, claro, seguem o curto ciclo de vida da espécie. Mas parecem ser as mesmas de Agostini, gordas, centenárias!

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